Êxodo 20:1-17

(recomendamos que leia esse trecho em sua Bíblia antes de prosseguir)
 
 
Agora aqui está a lei que o Senhor deu ao Seu povo. Ele coloca em evidência a maldade do homem, sua inclinação para cometer cada ato que aqui é proibido. Estes mandamentos são necessários para manifestar de forma clara e abundante a perversidade da nossa natureza (leia 1 Timóteo 1:9 até o final).  
 
Os quatro primeiros mandamentos dizem respeito à relação do homem com Deus: um Deus único, Santo, que é Espírito, mas também cheio de bondade que preparou um descanso para os Seus. A honra é primeiramente para Deus, depois disso, de acordo com o quinto mandamento, é devida aos pais. Então temos quatro mandamentos que tratam das relações com “o nosso próximo” na vida social. Finalmente, o último refere-se a nós mesmos, ele vai até as profundezas de nossos corações para lá revelar nossos desejos mais íntimos, aqueles que não falamos para ninguém. Em resumo, a essência da lei é o amor. Paulo escreve aos romanos: “Quem ama aos outros cumpriu a lei… não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás, e, se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Romanos 13:8-9, comparar com Mateus 22:34-40). 
 
Devemos lembrar que Israel foi escolhido, não apenas para ser a nação central no esquema de Deus para o governo de Cristo sobre a terra, mas também para ser a nação de amostra, em quem deveria ser feito o teste em relação ao real estado da humanidade caída. Eles são uma nação que brotou dos melhores espécimes humanos – Abraão, que era “amigo de Deus”. Além disso, eles surgiram por um milagre – o nascimento de Isaque. Eles foram especialmente separados das nações idólatras e divinamente educados pelas vozes dos profetas. Nada mais justo do que testar a humanidade neste povo, eles eram a melhor amostra obtida. Nós, gentios, nunca fomos colocados sob à lei, mas devemos lembrar sempre que, quando falamos de como a lei trouxe condenação a Israel, estamos condenando a nós mesmos. 
 
Os “dez mandamentos” apenas condenam todas as pessoas. Eles mostram o quão pecadores somos por natureza. Lembre-se de Hebreus 7:19. Estas palavras nos ensinam as coisas que Deus exige, e apenas Cristo podia guardá-las. Sendo um Homem perfeito, Ele poderia morrer por nossos pecados. Ele satisfez perfeitamente a Deus com respeito a nossos pecados, de modo que se Cristo fosse aceito de volta ao céu (e Ele foi), assim será aceito também cada crente.
Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor no século XIX e XX.
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