Levítico 25:39-55

(para maior proveito, ore, leia na Bíblia os versículos indicados e medite nos comentários) 

 

Em casos de pobreza em Israel, os vizinhos deveriam ajudar, emprestar dinheiro, mas sem cobrar juros (versículos 36-37). Os judeus não eram proibidos de cobrar juros de estrangeiros (Deuteronômio 23:20), mas não deviam cobrar nada quando lidavam com seu próprio povo. Esta é certamente uma boa lição para nós também. Se alguém precisar de ajuda por causa da pobreza, é indecoroso cobrar-lhe juros. Negociação comercial é uma questão diferente. Ainda melhor do que emprestar aos que estão na pobreza é a graça de dar-lhes, como nos assegura 2 Coríntios 9:7.

Quando a trombeta da libertação soava (versículo 9), o escravo recuperava a liberdade, o pobre a sua posse, as famílias eram reunidas, cada herança devolvida ao seu verdadeiro dono. Era uma restauração, uma alegria geral, uma imagem do que Israel conhecerá, como também todo o mundo, quando Satanás será preso e a criação liberta da escravidão. 

Israel nunca deveria fazer escravos de seu próprio povo, se alguém se tornasse tão pobre que se vendesse a outro, ele se tornaria um empregado, mas foi autorizado a comprar escravos gentios e mantê-los permanentemente, seja das nações ao redor ou daqueles gentios que se estabeleceram na terra (versículos 44 a 46). Os crentes hoje são permanentemente servos de Deus.

Até o presente momento a terra padece e sofre “dores de parto”, mas a criação se alegrará na liberdade da glória dos filhos de Deus (Romanos 8:21). Como o homem pobre que foi vendido a um estrangeiro (versículo 47), o povo de Israel, que por sua própria falha perdeu a sua herança, irá finalmente recuperá-la das mãos d’Aquele que o redimiu: Cristo, o verdadeiro Boaz (Rute 4). 

 

Se Deus tem a última palavra em tudo o que diz respeito a Sua criação, podemos ter a certeza de que Ele também libertará totalmente cada um daqueles que a Ele pertence. Um irmão em Cristo pode ter deixado de desfrutar de sua herança e estar espiritualmente pobre, mas o pensamento do Senhor é restaurá-lo em graça, esquecendo todo o passado (não fala dos motivos que pelo qual este irmão tornou-se pobre) e fazê-lo desfrutar novamente de todas as riquezas celestiais 

 

Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor nos séculos XIX e XX.

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