Gênesis 36:1-43

(recomendamos que leia esse trecho em sua Bíblia antes de prosseguir)

Com o nascimento de Benjamim (Gênesis 35:24), a família de Jacó está agora completa. Mas, ao mesmo tempo, a família de Esaú está prosperando. Numerosos príncipes, assim como reis (versículos 15-19). Alguns jovens estão ansiosos para se tornarem líderes, mas é muito melhor obedecer ao Senhor e servir aos Seus do que ter autoridade sobre muitas pessoas. O Senhor ensina isto a Seus discípulos: “Sabeis que os que julgam ser príncipes das gentes delas se assenhoreiam, e os seus grandes usam de autoridade sobre elas; mas entre vós não será assim; antes, qualquer que, entre vós, quiser ser grande será vosso serviçal. E qualquer que, dentre vós, quiser ser o primeiro será servo de todos” (Marcos 10:42-44).

Entre os homens poderosos mencionados neste capítulo, um deles encontrou águas quentes no deserto, uma figura de todas as decepções deste mundo e daquilo que nunca acabará com sede (versículo 24). Outro, Amaleque, iria tornar-se o mais terrível de todos os inimigos de Israel e Israel terá relacionamento com ele durante toda a sua história.

O final do versículo 8 nos lembra que Esaú é Edom. O nome de Jacó, o suplantador, foi mudado para Israel, o Príncipe de Deus, enquanto Esaú se tornou Edom (Gênesis 25:30), que significa “vermelho”, “sopa”. Que terrível ironia! Este homem e sua raça depois dele, de geração em geração, foram condenados a levar o nome de um prato de comida trocado por sua bênção.

E falando um pouco mais sobre Esaú, vimos quão gentilmente ele agiu, e podemos pensar que tudo deve estar bem com um caráter assim. Comparado com a falta de amabilidade de Jacó, Esaú chega a brilhar – aos nossos olhos naturais. Mas o que dizer de seu coração? Vemos Esaú fazendo um nome para si e para sua família. Ele estava ligado à terra, não tinha um coração para Betel (“casa de Deus”) e seu altar. Leia o que Deus fala de Esaú em Hebreus 12:16. A palavra “profano” é usada para descrever uma área fora do tabernáculo que era separada de qualquer propósito sagrado. Para Esaú, não havia lugar sagrado. Tudo estava ligado à carne e nada a Deus. Uma pessoa pode ter uma boa educação, viver uma vida muito respeitável, ser considerado um bom Cristão em sua comunidade, ser um grande sucesso nos negócios, e ainda assim não ter um pensamento sequer acerca de Cristo.

Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor no século XIX e XX.

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