Êxodo 4:1-17

(recomendamos que leia esse trecho em sua Bíblia antes de prosseguir)
 
Na corte de Faraó, Moisés havia sido instruído em toda a sabedoria dos egípcios. Mas Ele não tinha aprendido a conhecer a “Eu Sou”. Os anos vividos no palácio real não foram suficientes para fazer dele um instrumento adequado para a libertação do povo. O assassinato do egípcio mostrou isso. Depois de quarenta anos na escola de Faraó, apartado no deserto em Midiã, outros quarenta anos são necessários na escola de Deus. O resultado é que Moisés não tem mais nada para fazê-lo sentir orgulhoso de si mesmo. Em outro tempo ele era “poderoso em palavras e em obras” (Atos 7:22), agora declara que não tem eloquência e deixa de lado todas as suas habilidades pessoais. Mas se ele tem razão ao ter deixado de lado a confiança em si mesmo, ele ainda não tem plena confiança em Deus. Ele tem que aprender que quando o Senhor chama um homem para um serviço, Ele fornece todos os recursos necessários para sua realização. 
 
Deus lhe dá três sinais, ou milagres, para convencer o povo de Israel que Moisés tinha sido enviado por Deus. (1) Uma vara, (2) a mão colocada em seu seio (coração, a fonte do mal) que fica leprosa e depois volta a ficar sã, e (3) as águas do Nilo que derramada na terra se tornam em sangue. Estes sinais falavam do poder de Deus sobre Satanás (a serpente), o pecado (a lepra) e o fato de que Israel seria resgatado pelo sangue. Na cruz, Cristo triunfou sobre os principados e potestades do mal (Colossenses 2:15), ali o pecado foi julgado e condenado e, pelo seu sangue derramado na cruz, todo aquele que Nele crê, se purifica dos pecados. 
 
Ao invés de confiar no Senhor, Moisés continua duvidando e agora perde parte do lugar de privilégio. Deus usa dois homens para fazer uma obra. Nunca deveríamos duvidar do poder de Deus, nem pensar muito de nós mesmos. Ele não estava satisfeito com o melhor que Deus queria dar a ele, então teve que aceitar uma posição secundária aceitando Arão como seu porta-voz. Moisés pensava que Arão ajudaria, mas depois ele foi pedra de tropeço levando as pessoas a adorarem o bezerro de ouro (capítulo 32). Que Deus possa, em Sua rica e infinita graça, nos dar sabedoria e confiança (somente Nele e em seu Filho) para nos capacitar para mostrarmos as pessoas ao nosso redor que Ele é Deus e em Seu Filho Jesus está o caminho para a libertação da escravidão do jugo do pecado. 
Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor no século XIX e XX.
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