Êxodo 29:31-46

(recomendamos que leia esse trecho em sua Bíblia antes de prosseguir) 
 
 
O carneiro da consagração tinha primeiro que ser oferecido e depois comido pelos sacerdotes. Para servir o seu Deus, o crente deve se alimentar por Aquele que até na morte foi inteiramente consagrado a Deus. O apóstolo nos exorta a andar “em amor, como também Cristo vos amou e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave” (Efésios 5:2). Os sacerdotes deviam comer a carne do carneiro da consagração “à porta do tabernáculo da congregação”, isto é, antes de servir no lugar santo. Em cada um dos sete dias tinha que ser trazido um novo sacrifício, para nós, o produto de exercícios espirituais e afeições renovados dia a dia. Sete dias é uma figura de toda a nossa vida cristã. O Senhor Jesus está vivendo no céu como nosso Sumo Sacerdote. Leia Hebreus 7:25-26. Nós também deveríamos corresponder a todo o Seu amor. 
 
O final do capítulo nos fala dos sacrifícios que deviam ser oferecidos “continuamente”, “por vossas gerações” (ver Números 28:3, 6, 10.., Esdras 3:5), para engrandecer incessantemente diante de Deus a obra da Cruz. Estas eram ofertas para serem feitas a Deus a cada dia. Você gostaria de ler um belo versículo sobre sacrifício que se aplica a nós hoje? Hebreus 13:15. Que isto possa ser verdadeiro a nosso respeito! 
 
Tendo santificado o tabernáculo, o altar e a família sacerdotal, Deus, de agora em diante, podia habitar no meio do Seu povo em uma ordem de coisas adequadas à Sua glória (versículos 44 e 45). O apóstolo Paulo estabelece a mesma relação entre a habitação atual de Deus nos crentes – por meio do seu Espírito – e a santidade que deve caracterizá-los (leia 1 Coríntios 3:16-17 e 1 Coríntios 6:19). 
 
Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor no século XIX e XX.
 
A Preeminência de Cristo 
Porém, aprendemos alguma coisa mais com a ordem da unção neste capítulo, além da verdade importante acerca da obra do Espírito, e a posição que a Igreja ocupa. A preeminência do Filho é-nos também apresentada. “Amaste a justiça e aborreceste a iniquidade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria, mais do que a teus companheiros” (Psa_45:7; Heb_1:9). É preciso que o povo de Deus mantenha sempre esta verdade nas suas convicções e experiências. Por certo, a graça infinita de Deus é manifestada no maravilhoso fato que pecadores culpados e dignos do inferno sejam chamados companheiros do Filho de Deus; mas nunca devemos esquecer, nem por um momento, o vocábulo “mais”. Por mais íntima que seja a união – e é tão íntima quanto os desígnios eternos do amor divino a podiam fazer-, é, contudo, necessário que Cristo tenha em tudo a preeminência” (Col_1:18). Não podia ser de outra maneira. Ele é Cabeça sobre todas as coisas – Cabeça da Igreja, Cabeça sobre a criação, Cabeça sobre os anjos, o Senhor do universo. Não existe um só astro de todos os que se movem no espaço que não Lhe pertença e não se mova sob a Sua orientação. Não existe um verme sequer que se arrasta sobre a terra, que não esteja sob os Seus olhos incansáveis. Ele está acima de todas as coisas; e toda a criatura “o primogênito de entre os mortos” “o princípio da criação de Deus” (Col_1:15-18;Rev_1:5). “Toda a família nos céus e na terra” (Efésios 3:15)  deve alinhar, na classe divina, sob Cristo. Tudo isto será reconhecido com gratidão por todo o crente espiritual; sim, a sua própria articulação produz um estremecimento no coração do crente. Todos os que são guiados pelo Espírito regozijar-se-ão com cada nova manifestação das glórias pessoais do Filho; da mesma maneira que não poderão tolerar qualquer coisa que se levante contra elas. Que a Igreja se eleve às mais altas regiões e glória, será seu gozo ajoelhar aos pés d’Aquele que se baixou para a elevar, em virtude do Seu sacrifício, à união Consigo; o qual havendo plenamente correspondido a todas as exigências da justiça divina, pode satisfazer todos os afetos divinos, unindo-a em um Consigo Mesmo, em toda a aceitação infinita com o Pai, na Sua glória eterna: “Não se envergonha de lhes chamar irmãos” (Heb_2:11).
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