Casamento cristão – W. J. Hocking – parte 1

 (Gênesis 2:18-24; Mateus 19:4-6; Efésios 5:22-33 )

O casamento possui a característica única de ser uma instituição estabelecida por Deus desde o início da história humana. Portanto, a autoridade de Deus está por trás do lugar de destaque que este evento ocupa na vida social do homem. O primeiro casamento foi ordenado no Jardim do Éden para aumentar o conforto de Adão e concluir sua bem-aventurança.

O Casamento de Adão

Adão foi criado sem pecado e no Éden estava cercado com tudo de que precisava para sua satisfação e deleite. Toda a cena, animada e inanimada, estava sujeita à sua vontade e prazer; mas ele próprio estava sozinho, e o isolamento inevitável por sua supremacia era uma desvantagem para sua felicidade perfeita. “E Jeová Elohim disse: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora, semelhante dele (ou contraparte)”.

Como consequência, a mulher foi formada por obra divina, não do pó da terra como Adão havia sido, mas do próprio Adão, de modo que a mulher era literalmente osso de seus ossos e carne de sua carne. Eva foi a provisão do Criador para Adão. Compreendendo a incompletude de Adão em sua solidão, Deus providenciou para ele uma consorte destinada exatamente a suprir suas deficiências. Senso assim, em seu casamento, os dois se tornaram uma só carne, cada um sendo o complemento do outro.

O casamento de Adão é o protótipo do casamento de todos os seus filhos. Em todos os casos de verdadeiro matrimônio, Deus organiza a união. A sabedoria divina observa o momento em que a solidão do homem não é mais boa para ele, e Ele fornece uma noiva que é o complemento de sua natureza com suas características pessoais. Adão não tinha noivas para escolher; havia apenas aquela que se adequaria a ele, e ela estava preparada por Deus especialmente para ele. Adão não tinha rivais pela posse de Eva. Nem se pode imaginar tal coisa no Éden, onde cada um dos dois encontrou no outro tudo o que era necessário para completar seu gozo e aperfeiçoar suas capacidades. Não havia alternativa a ser escolhida ou encontrada.

O casamento primitivo no Éden era notavelmente simples e exclusivo. Apenas dois compartilharam as delícias da ocasião. E essa reserva mútua é um caráter que o casamento ainda mantém. No matrimônio, dois corações, duas vidas se tornam uma, exclusivamente uma na outra. Em cada casamento, um novo “mundinho” é formado com uma população total de dois, mas administrativamente de apenas um. Quão feliz a nova experiência, e quão importante!

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