
“E veio José a eles [o copeiro-mor e o padeiro-mor] pela manhã, e olhou para eles, e viu que estavam perturbados.” (Gênesis 40:6).
José havia sido acusado injustamente e colocado na prisão, mas o carcereiro percebeu sua fidelidade e sua habilidade, e o colocou no comando de todos os outros prisioneiros. Nessa posição, José poderia facilmente não ter se incomodado em notar como os outros prisioneiros estavam se sentindo. No entanto, ele teve o cuidado de observar que o copeiro-mor e o padeiro-mor estavam perturbados, e perguntou a eles o que havia de errado. Isso os levou a contar seus sonhos a José, que os interpretou para eles.
É possível que estejamos tão preocupados conosco mesmos que não notamos outras pessoas e como elas podem estar se sentindo. Algumas pessoas são naturalmente melhores nisso do que outras. Tenho um bom amigo que diz que basta olhar para alguém, mesmo um estranho, para saber instantaneamente se a pessoa está sofrendo ou não. Mas todos nós podemos nos preocupar com os outros e com o bem-estar deles.
Alguns anos atrás, li um livro sobre vários traços de caráter que “impedem” o progresso de pessoas que, de outra forma, seriam capazes. Um dos capítulos era intitulado “Ser emocionalmente insensível”. Todos nós conhecemos pessoas que não conseguem cantar afinadas; elas são desafinadas ou “insensíveis” ao tom da música e não conseguem cantar bem. Neste sentido, ocasionalmente, as pessoas que não são sensíveis aos sentimentos dos outros são descritas como “emocionalmente insensíveis”. Elas tendem a dizer e fazer coisas que ofendem os outros e ferem seus sentimentos, muitas vezes sem perceber que estão fazendo isso.
É importante não ser egocêntrico, mas olhar ao redor e perceber se os outros não estão bem.
Bill Prost

