Números 11:10-23

(para maior proveito, ore, leia na Bíblia os versículos indicados e medite nos comentários)
  
Vimos a importância do nosso “alimento”. Não é verdade que depois de termos comido cebolas e alhos, outros ao nosso redor podem dizer o que estivemos comendo? E assim se nos alimentamos daquilo que este pobre e culpado mundo tem para oferecer, sua TV, sua música (rock, funk…), o sabor disso ficará em nós, e outros logo saberão onde estivemos nos alimentando. Tudo é permitido, mas nem tudo edifica. Meditemos em Filipenses 4:8.
Aqui encontramos Moisés desanimado! Ele culpa o Senhor pelo peso de todo este povo (versículo 11), ele que, no final do capítulo anterior falou triunfalmente de “muitos milhares de Israel”. É certo que Moisés não podia suportar “sozinho” a responsabilidade desse povo, mas na verdade ele não estava só! O Senhor mesmo carregou Israel “sobre asas de águias” (Êxodo 19:4) e como nos braços de um pai (Deuteronômio 1:31).
Moisés pediu para morrer em vez de suportar o fardo, fazendo exatamente o que Elias fez séculos depois (1 Reis 19:4). Ambos sofreram um colapso sob o peso de pessoas descrentes e ambos tiveram a honra de aparecer na glória de Cristo no monte da transfiguração. Que tamanha graça de nosso Deus!
Em menor medida, muitos já passaram por experiências semelhantes, desejando a morte por não ser capaz de suportar… sozinho… é muito pesado para mim. O crente nunca mais estará sozinho, nunca devemos deixar Deus, nosso Pai, do lado de fora de nossos problemas (Filipenses 4:6).
O Salmo 106 lembra este triste episódio: “Cedo, porém, se esqueceram das suas obras… deixaram-se levar da cobiça, no deserto, e tentaram a Deus na solidão. E ele satisfez-lhes o desejo, mas fez definhar a sua alma” (versículos 13 a 15). Aqui encontramos uma verdade profunda. Quando insistimos em obter algo que Deus não tem intenção de nos dar, pode acontecer que Ele finalmente nos conceda tal coisa, mas com consequências desastrosas, assim como aconteceu com Israel nos versículos 19, 20 e 33. A palavra “definhar” significa um enfraquecimento progressivo. Para nossas almas, definhar é certamente muito pior do que uma doença. Que Deus nos guarde destes desejos (concupiscências) “que combatem contra a alma” (1 Pedro 2:11 – veja também Romanos 6:11-12), enquanto nos ensina a ficar satisfeitos com o que Ele nos dá… tanto quanto, em seu conhecimento perfeito, ao que Ele nos nega.
E Moisés duvida da promessa de Deus em alimentar o povo. No caminho para o Monte Sinai, Ele já havia provido carne para os filhos de Israel (Êxodo 16:13). Moisés se esqueceu disso e duvida da capacidade do Senhor. Quando as coisas mudam, rapidamente esquecemos as misericórdias passadas do Senhor.
Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor nos séculos XIX e XX.

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