Êxodo 7:1-13

(recomendamos que leia esse trecho em sua Bíblia antes de prosseguir)
 
 
No Salmo 90 (uma oração de Moisés, o homem de Deus), Moisés se refere à idade de 80 como o limite da vida para um homem forte. No entanto, é a mesma idade em que ele próprio começou seu ministério (versículo 7). Quando Deus chama um servo, Ele começa deixando de lado sua força natural; então Ele fornece novas fontes de força, as que emanam Dele. 
 
Jeová fez conhecer antecipadamente os seus pensamentos a Moisés e a Arão. Se Faraó, o rei, agisse duramente para com Israel, ele receberia o mesmo tratamento de volta (compare Gênesis 12:3 e Gálatas 6:7). Alguns podem pensar que Deus tenha endurecido o coração de Faraó primeiro, mas não foi assim. Faraó primeiro endureceu seu coração (Êxodo 5:2), embora Deus tenha dito de antemão que sabia que Faraó se recusaria a deixar os Israelitas saírem do Egito (Êxodo 3:19). Observe, quanto ao endurecimento do coração de Faraó, que esse não era o caso antes da infidelidade pronunciada por Faraó (Êxodo 5:2). Deus nunca forçou um homem a ser incrédulo. A incredulidade nunca é consequência da dureza judicial por parte de Deus. Então não existe endurecimento? A escritura não diz que existe? Sem dúvida, endurecimento, por parte de Deus, existe, mas é um erro achar que Deus endurece uma pessoa sem antes Ele primeiro enviar um testemunho e este testemunho ser recusado. Ambas as afirmações estão corretas, e isso é apenas mais um exemplo da importância de não aceitar visões particulares da Escritura, mas de sermos guiados e nossos pensamentos modelados por toda a Escritura. 
Deus enviou um testemunho a Faraó, como Ele faz a todos de uma forma ou de outra. Mas o homem deixado a si mesmo invariavelmente recusa o testemunho de Deus. Ele sabe que é Deus, tem a consciência de que está errado ao rejeitá-Lo, mas recusa porque não gosta e não ousa confiar em Deus, cuja palavra interfere com tudo o que ele gosta. Por isso, o homem se entrega à incredulidade, e então Deus pode, em algum momento, de acordo com Sua sabedoria, selar uma pessoa em uma dureza judicial que é um ato da parte de Deus. Pessoalmente, acredito que o endurecimento não é meramente do lado do homem e, no sentido judicial, não é do homem, embora sem dúvida alguma resultado do pecado do homem. Deus endurece porque o homem recusa Sua palavra. Assim, o endurecimento é um ato judicial por parte de Deus depois que o homem se revelou incrédulo e persistiu nisso. Foi assim com Faraó, e esse é um caso típico, a advertência permanente no Novo Testamento, como o primeiro exemplo mostrado do Antigo Testamento que o apóstolo Paulo cita para este propósito. Consequentemente, é o testemunho permanente desta verdade solene. Lembre-se que este não é um mero fato isolado. É mais comum do que as pessoas imaginam e será em grande escala na cristandade em breve (2 Tessalonicenses 2). Sempre foi assim. Foi assim quando nosso Senhor Jesus esteve aqui e a presença do Espírito, em vez de evitar, confirmou. Portanto, se em grande escala ou em relações individuais de Deus, nada pode ser mais certo de que existe essa ação de Sua parte. Ao mesmo tempo, nunca é Deus quem faz do homem um incrédulo. Endurecer é um julgamento que vem quando o homem persiste na incredulidade diante do testemunho claro e repetido de Deus. 
 
As coisas que eram conhecidas como pragas para os egípcios (Êxodo 9:14) eram chamadas de “sinais” para o povo de Deus (versículo 3) e tinham para este povo um ensinamento moral. As pessoas gostam de ver milagres, mas seus corações não são mudados por tais atos de poder. O mesmo aconteceu quando Jesus esteve aqui (João 2:23-25 e João 6:25-29). É assim que Deus instrui os cristãos sobre o significado do mundo, de Satanás e como ele engana suas pobres vítimas. Sua Palavra nos faz conhecer “os grandes juízos” que cairão sobre os homens que não se arrependeram. Nos fala também como Ele trará Seus remidos deste mundo para introduzi-las na pátria celestial (versículo 4). Portanto, queridos amigos cristãos, tendo sido avisados de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato e piedade! (2 Pedro 3:11). 
 
Na presença de Faraó e de seus servos, Moisés e Arão realizam os sinais que lhes foram dados no capítulo 4. Falando da vitória sobre Satanás (a serpente) e sobre o pecado (lepra), podemos ver como um resumo do Evangelho.
Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor no século XIX e XX.
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