Êxodo 37:17-29

(para maior proveito, leia na Bíblia os versículos indicados)
 
 
 O castiçal de ouro puro veio em seguida, com sua base de ouro batido, suas taças, seus copos e suas flores que “saiam dele”. Deus tem prazer em repetir com grandes detalhes toda a plenitude (o número 7) de frutas e belezas exibidas neste castiçal, uma figura de Cristo, que é insuperável em Suas glórias. Mas não se esqueça que ele era de ouro batido e abastecido por azeite batido (Êxodo 27:20), adjetivos que nos recordam o sofrimento daquele que veio como a verdadeira Luz no meio das trevas e não foi recebido. Rejeitado, Ele agora brilha no santuário onde os Seus podem contemplá-Lo pela fé. 
 
Uma peça única de ouro puro do um peso de talento – cerca de 58 quilos. O castiçal mantinha a luz das sete lâmpadas, típico de Cristo como o Sustentador do testemunho (a luz) de Deus. Nenhuma madeira é encontrada aqui, pois a luz é totalmente divina. “Deus é luz” (1 João 1:5).  
 
No tronco central havia uma lâmpada e três ramos de cada lado do tronco, sobre o qual também havia lâmpadas, totalizando sete. Sete nos fala da plenitude do testemunho que o Senhor Jesus sustenta. Em cada um dos ramos havia três copos formados como flores de amêndoa, com um broto e uma flor. Esta ornamentação fala de Cristo na ressurreição, não apenas pelo número três, mas porque as amendoeiras são as primeiras a florescer na primavera, significando “Cristo, as primícias” (1 Coríntios 15:23). Quando a luz do evangelho foi proclamada no livro de Atos, o testemunho da ressurreição de Cristo foi maravilhosamente destacado. 
 
Os crentes identificados com Cristo também estão implícitos nas sete lâmpadas, pois havia “espevitadores”, mostrando que também havia pavios. O óleo para a luz é o Espírito Santo, e os pavios retratam os crentes que podem, pelo poder do Espírito, brilhar em testemunho do Senhor Jesus, mas que precisam ser “aparados” frequentemente para aliviá-los dos restos do testemunho anterior permitindo um testemunho sempre ardente. Lembremos também que as luzes serviam para iluminar o candelabro em si (Êxodo 25:37), assim como crentes são destinados a iluminar Cristo. Os utensílios também eram de ouro, porque é obra de Deus aparar qualquer excesso em nós, e quando isso é feito, Ele coloca a cinza no prato, isto é, Ele se lembra, não devemos nos ocupar com isso. Tudo o que temos feito em testemunho para Cristo, somente Ele pode dar seu verdadeiro valor, fazendo assim, queimaremos mais intensamente. 
 
O altar de ouro, que também estava no lugar santo, diante do véu, é outro retrato Daquele que é o objeto central de nossa adoração, em cujo Nome nos aproximamos de Deus para adorar e interceder. O incenso que era oferecido ali, se voltarmos a Êxodo 30:34-38, era “segundo a arte do perfumista, temperado, puro e santo”. As diferentes essências que o constituíam nos falam das perfeições do Filho de Deus e do valor que elas têm para o Pai, a quem as apresentamos. 
 
O altar ficava diante do véu e era feito de madeira de acácia coberta de ouro, mostrando tanto a humanidade como a divindade de Cristo. Nenhum animal era oferecido neste altar, apenas incenso, embora o sangue da oferta pelo pecado era espargido sobre ele no grande dia da expiação, uma vez por ano (Levítico 16:18-19). 
 
O altar do incenso fala de Cristo como o Sustentador do culto de Seu povo, o incenso normalmente nos fala de adoração. Era de um côvado quadrado e dois côvados de altura, um côvado fala da unidade de toda a adoração, dois, do testemunho, pois a verdadeira adoração é claramente um testemunho de nosso reconhecimento da glória de Deus. Não há metades aqui, porque é claro que, por mais real que seja a nossa adoração, ela é sempre limitada, pois o Senhor Jesus é digno de muito mais do que toda a adoração que os Seus podem lhe dar. 
 
O azeite santo da unção é igualmente preparado de acordo com as instruções de Êxodo 30. 
 
…quanto à obediência do povo está escrito: “Conforme tudo o que o SENHOR ordenara a Moisés, assim fizeram os filhos de Israel toda a obra. Viu, pois, Moisés toda a obra, e eis que a tinham feito; como o SENHOR ordenara, assim a fizeram; então, Moisés os abençoou” (Êxodo 39:42-43). O Senhor havia dado instruções detalhadas em relação a toda a obra do tabernáculo. Cada estaca, cada base, cada colchete, cada cordão estavam exatamente nos seus lugares. Não havia lugar disponível para os recursos, a razão ou o sentido comum do homem. O Senhor não delineou um plano deixando ao homem a tarefa de o concluir; nem deixou nenhuma margem para o homem fazer introduzindo as suas combinações. De modo nenhum. “Atenta, pois, que o faças conforme ao modelo que te foi mostrado no monte (Êxodo 25:40; Êxodo 26:30; Hebreus 8:5). Este mandato não deixava lugar para invenções humanas. Se fosse permitido ao homem fazer uma simples estaca, essa estaca estaria, com toda a certeza, fora de lugar, no parecer de Deus. Podemos ver no capítulo 32 o que “o buril” do homem produz. Graças a Deus, o buril não teve lugar no tabernáculo. Neste caso eles fizeram precisamente o que lhes fora dito, nada mais, nada menos. Eis aqui uma lição proveitosa para a igreja professa! Existem muitas coisas na história de Israel que devemos procurar seriamente evitar: as suas murmurações de impaciência, os seus votos de legalismo, e a sua idolatria; porém na sua devoção e na sua obediência podemos imitá-los. 
Que a nossa devoção seja mais sincera e a nossa obediência mais implícita.
Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor nos séculos XIX e XX.
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