Êxodo 25:1-22

 
(recomendamos que leia esse trecho em sua Bíblia antes de prosseguir)
 
 
Neste capítulo temos o início das instruções com respeito a adoração. 
Começamos a ler um dos assuntos mais interessantes e instrutivos do Antigo 
Testamento… o tabernáculo, “exemplo e sombra das coisas celestiais” (Hebreus 8:5), ele nos apresenta em todos os seus detalhes, como uma série de símbolos diferentes, as condições em que 
(1) o Deus Santo pode habitar no meio do Seu povo 
(2) nós, que somos pecadores, podemos nos aproximar deste Deus três vezes santo. 
Essas questões tratam das verdades básicas da nossa salvação e o lugar que ocupam na ordem divina. 
 
No Jardim do Éden, o pecado entrou através da desobediência, e a morte através do pecado. Por causa da santidade de Deus, o homem e a mulher precisaram ser tirados da presença de Deus. A primeira criação foi assim arruinada e toda a raça humana caiu. Mas, trancado no coração de Deus havia um segredo… que Ele enviaria Seu Filho amado a este mundo para se tornar Homem. Por Sua vida, morte, sangue derramado e ressurreição seria feita uma nova criação que jamais viria a fracassar. Deus queria dar uma figura disso… e o tabernáculo é essa figura. Pare e leia Hebreus 8:5 e 9:8, 9, 11 e 10:1,19, 20. 
Este tabernáculo era para ser o lugar onde Deus poderia Se encontrar com Aarão, o Sumo Sacerdote (o qual poderia representar o povo). Aarão também representava Deus perante o povo. Deus não saía, e o povo não poderia entrar (Hebreus 9:8). Mas agora cada crente no Senhor Jesus Cristo é um sacerdote diante de Deus (1 Pedro 2:5) e pode entrar diretamente na presença de Deus (Hebreus 10:19-22). Por isso ter um homem como cabeça de uma congregação é, na verdade, deixar de lado a obra de Cristo na cruz. É como voltar às sombras do Antigo Testamento. Nenhum detalhe foi deixado para Moisés resolver, sua responsabilidade era meramente a de executar o que o próprio Deus lhe havia mostrado como padrão. Tampouco Deus dá a você e a mim qualquer escolha quanto ao modo como Ele deve ser adorado. Todas as denominações são resultado do homem haver colocado em prática suas próprias ideias de como Deus deve ser adorado (1 Timóteo 1:3). 
 
Foi pedido ao povo que oferecessem os materiais necessários com os quais seria construído o tabernáculo. “De todo o homem cujo coração se mover voluntariamente”. Era preciso vir do coração. Quando queremos descrever uma casa, não começamos com os móveis. Aqui, ao contrário, a arca toma o primeiro lugar porque representa Cristo, o centro de todos os conselhos de Deus. Era feita de madeira de cetim ou de acácia (uma árvore encontrada em áreas de solo árido, incorruptível, uma figura da humanidade de Cristo – Isaías 53:2), coberta de ouro puro, o emblema de Sua divindade. O propiciatório, feito de ouro puro, que servia de cobertura para a arca, fala de um Deus que demonstra favor – propício, satisfeito pelo sangue que era aplicado ali (ver Romanos 3:25) e que torna possível encontrar o pecador na sua presença (versículo 22). Quanto aos “querubins da glória”, seres que representam o poder de Deus em punir qualquer desobediência contra os dez mandamentos, repare que eles estão parados; eles apenas olham para o sangue. Para nós o sangue de Cristo foi derramado para a pagar o preço dos pecados que cada crente tem cometido. Agora nenhum juízo pode cair sobre nós (Romanos 8:1; Romanos 5:1), estes rostos estavam voltados para o propiciatório (Hebreus 9:5), nos dizem também que há mistérios profundos e divinos que “os anjos desejam observar” (1 Pedro 1:12). 
 
Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor no século XIX e XX.
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