Êxodo 20:18-26; 21:1-6

(recomendamos que leia esse trecho em sua Bíblia antes de prosseguir)
 
 
Esta cena dos versículos 18 a 21 é lembrada em Hebreus 12:18 em diante para mostrar a diferença que existe na posição do crente sob a graça e a lei. Para ele, não é pedido que faça isto ou aquilo, mas crer em Jesus, que já fez tudo. Além disso, o fim do capítulo não nos mostra o homem no papel de alguém que tenha feito boas obras, mas na posição de um adorador. É claro que o Sinai não é o lugar onde Deus e o pecador podem se encontrar (versículo 24). Não confunda este altar com aquele de que iremos ler mais tarde. Este é feito de terra e foi temporário. O versículo 25 nos ensina que as obras e ordenanças dos homens não têm lugar na adoração segundo Deus. Por fim, de acordo com o versículo 26, ninguém deve se elevar acima de seus irmãos, porque sua carne ficaria visível, para sua vergonha. 
 
Na cena do servo hebreu (21:2-6), reconhecemos o Senhor Jesus (Zacarias 13:5-6). Homem obediente, o único que cumpriu a lei, este perfeito Servo poderia ter saído livre, ascendido ao céu novamente sem passar pela morte. Mas Ele estaria lá sozinho. Em Seu amor infinito, Cristo desejava ter a companhia de uma Noiva. Que outro hebreu teria dito: “Eu amo a meu senhor, e a minha mulher, e a meus filhos”. Ele amou a “Igreja” e Se entregou por Ela. Ele pagou o preço necessário. Seu sangue derramado e Suas feridas são as marcas que demonstrarão por toda a eternidade a humilhação voluntária dAquele que tomou a “forma de servo” (Filipenses 2:7) e que, até na glória, terá prazer em servir aos Seus (Lucas 12:37). Ele escolheu de Sua própria e graciosa vontade ser servo para sempre. Ele nunca deixará de ser uma pessoa da divindade, o Filho, assim como o Senhor exaltado. Mas Ele é, por Sua própria graça, servo para sempre. 
 
Ele deu uma amostra disso antes de subir ao céu. Quando chegou a hora, tomou uma bacia com água, uma toalha e lavou os pés de Seus discípulos. O que eles não sabiam, e que deveriam saber a partir de então, como sabemos agora. Intimidade com o que é invisível e celestial é tão parte de um cristão quanto o conhecimento do que se passa em torno de nós hoje. Devemos conhecer o céu melhor do que a terra. Podemos saber e julgar o que está se passando no mundo, ainda que através de um meio imperfeito; mas nós conhecemos o céu e as coisas celestiais de Deus. Não é meramente como tendo a palavra que revela o céu; mas nós isso conhecemos Daquele que veio do céu e está acima de tudo, e testifica o que viu e ouviu; nós conhecemos isso por meio do Espírito Santo que desceu dele –  do céu – e, portanto, deve conhecê-lo melhor do que a terra e as coisas do mundo que aprisionam a carne. Mas olhando para o dia da glória que está por vir, quando o Senhor se manifestar publicamente, e nós manifestados com Ele, transformado em Sua gloriosa semelhança, poderia alguém pensar que certamente Seu serviço então cessaria. Mas não é assim: terá uma nova forma. Ele é servo por Sua própria escolha para sempre. Assim como Ele nunca deixará de ser Deus, Ele nunca deixará de ser homem. Em Seu amor Ele se tornou servo para sempre; E Ele “ama” ser assim.  
Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor no século XIX e XX.
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