Êxodo 15:17-27

 
(recomendamos que leia esse trecho em sua Bíblia antes de prosseguir) 
 
Até o versículo 16, o cântico dos filhos de Israel celebra o que o Senhor acabou de fazer para Seu povo. Os versículos 17 e 18 proclamam o que Ele fará no futuro. O Senhor os guiou para fora do Egito, agora Ele os guiará para “dentro” da terra, e há a necessária direção entre uma coisa e outra (versículo 13). 
Será que podemos confiar nEle? 
Os frutos da vitória são vistos pela fé. Deus preparou para Si: 
1 – Uma herança, 
2 – Uma habitação, 
3 – Um santuário, 
4 – Um reino. 
Em sua primeira epístola, Pedro nos mostra a nova forma das coisas que essas bênçãos levam na dispensação cristã (Leia 1 Pedro 1:4; 1 Pedro 2:5, 9). 
 
As pessoas, agora resgatadas, estão no caminho para a terra prometida. Da mesma forma, nossa carreira cristã começa com a conversão e seu fim é em glória. Mas entre os dois estão as experiências no deserto. A primeira dessas grandes lições é Mara. Mais uma vez as coisas parecem ruins – apenas água amarga. Assim como essas águas amargas, o Senhor permite que encontremos em nosso caminho circunstâncias dolorosas e decepcionantes. Mas assim que compreendemos que essas aflições são permitidas para o nosso bem, assim que colocamos nelas o poder da cruz de Cristo, então, sem qualquer mudança nas circunstâncias, elas deixam de ter um gosto amargo e até encontramos alegria e consolo nelas (leia Romanos 5:3 em diante, 2 Coríntios 12:9). O “lenho” (ou madeira em outras versões) é exatamente a recordação da cruz de Cristo. Quando introduzimos os pensamentos da cruz em nossa “amargura” na vida, o resultado é doçura. Estamos então em posição de apreciar Elim, este lugar de descanso e repouso, imagem da reunião de crentes onde Deus ordenou a bênção (Salmo 133:3). Graça, sempre em graça, abundância de boa água e descanso. 
 
Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor no século XIX e XX.
*Elim: Doze Fontes e Setenta Palmeiras  
Todavia, o deserto tem os seus Elins bem como os seus Maras; as suas fontes e palmeiras, bem como as suas águas amargas. “Então, vieram a Elim, e havia ali doze fontes de água e setenta palmeiras; e ali se acamparam junto das águas (versículo 27). O Senhor graciosa e ternamente prepara verdes lugares no deserto para o Seu povo; e embora sejam, quanto muito, oásis, refrescam, todavia, o espírito e animam o coração. A permanência temporária em Elim era evidentemente calculada para tranquilizar os corações do povo e fazer cessar as suas murmurações. A sombra agradável das suas palmeiras e as águas refrescantes das suas fontes vieram muito a propósito, depois da provação de Mara, e realçam à nossa vista as virtudes preciosas daquele ministério espiritual que Deus provê para o Seu povo no mundo. Os números “doze” e “setenta” estão intimamente ligados com o ministério. 
Mas Elim não era Canaã. As fontes e as palmeiras eram apenas um antegozo desse país ditoso que estava situado para lá dos limites do deserto estéril, no qual os remidos acabavam de entrar. Davam refrigério, sem dúvida, mas era refrigério do deserto: era apenas momentâneo, destinado em graça, a animar os espíritos deprimidos e a dar-lhes vigor para a sua marcha para Canaã. Assim é, como sabemos, com o ministério na Igreja; é um suprimento gracioso para as nossas necessidades, destinado a refrescar, fortalecer e encorajar os nossos corações “até que todos cheguemos à medida da estatura completa de Cristo” (Efésios 4:13). 
Extraído de Notas sobre o Pentateuco – Mackintosh
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