Conforto das Escrituras para a Sexta-Feira

“Tens visto um homem precipitado no falar? Maior esperança há para um tolo do que para ele” [1]

Muitos de nós já tivemos momentos de arrependimento por palavras ditas precipitadamente: palavras de julgamento, palavras de reprovação, palavras falsas, palavras jactanciosas, mas todas as palavras nunca podem ser desditas, independente do quanto elas machucam. Talvez não tínhamos o intuito de machucar, mas fomos “precipitados no falar” [1], esquecendo, naquele momento, que “o coração do justo medita no que há de responder, mas a boca dos ímpios jorra coisas más” [2]. Quão bom é para nós sermos “prontos para ouvir, tardios para falar, tardios para se irar” [3], pois “na multidão de palavras não falta pecado, mas o que modera os seus lábios é sábio” [4]. Pode parecer inteligente e vantajoso querer ter uma palavra em qualquer assunto, mas “o que possui o conhecimento guarda as suas palavras, e o homem de entendimento é de precioso espírito” [5]. Quão necessário é “guardar os meus caminhos para não pecar com a minha língua” [6]. Palavras precipitadas vêm de um espírito precipitado, e “o que é de espírito impaciente mostra a sua loucura” [7]. Assim, “põe, ó Senhor, uma guarda à minha boca; guarda a porta dos meus lábios” [8], e “sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, Senhor, Rocha minha e Redentor meu!” [9]

Palavras ditas em raiva, ditas precipitadamente,
Palavras que nunca poderemos revogar,
Palavras que causam tristeza e dor,
Mas palavras que machucam a nós mesmos, acima de tudo.

[1] Provérbios 29:20; [2] Provérbios 15:28; [3] Tiago 1:19; [4] Provérbios 10:19; [5] Provérbios 17:27; [6] Salmo 39:1; [7] Provérbios 14:29; [8] Salmo 141:3; [9] Salmo 19:14

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