Êxodo 2:15-25; 3:1-6

(recomendamos que leia esse trecho em sua Bíblia antes de prosseguir)
 
Moisés renunciou a sua posição e sua riqueza para visitar seus irmãos oprimidos. Desconhecido para eles, e rejeitado, ele foge para um país estrangeiro. Lá, depois ele se mostra como aquele que livra e sacia a sede (versículo 17). Deus está ensinando Moisés a ternura de espírito para com aqueles em dificuldades. Ele toma uma esposa e converte-se em pastor. Todas estas características nos fazem pensar em Jesus, o Filho de Deus, que deixou 
Sua glória para visitar e salvar a Seu povo Israel. Os seus não o receberam (João 1:11). Ele está agora longe do mundo, como o Grande Pastor das ovelhas e o Esposo da Igreja que foi comprada por Sua graça e que agora compartilha Sua rejeição. 
 
Nos versículos 23 a 15, a dificuldade do povo os estava levando para mais perto de Deus e fazia sentir necessidade dEle. As pessoas suspiravam e clamavam; e Deus escutava, lembrava, olhava e os tinha em consideração (conhecia a condição deles). Ele sempre escuta quando nós reconhecemos nossa necessidade. Veremos depois que Deus enviará um libertador para atender ao clamor deste povo. Em Lucas 23:34, Nosso Senhor Jesus Cristo, Nosso Salvador, Libertador e “único Intercessor entre Deus e os homens”, entre tantas outras infindáveis glórias, clama a Deus pedindo perdão… para nós. Ele tem à sua frente uma representação de todas as pessoas da terra, autoridades, bandidos, Israel, romanos. Se aqui em Êxodo lemos sobre o clamor de um povo e sua libertação, em Lucas o clamor e intercessão do Senhor Jesus é o que vivemos e vemos há mais de 2000 anos. A oração de um justo pode muito em seus efeitos (Tiago 5:16). Será possível imaginar o que Deus tinha para nós antes dessa oração? O quanto nos beneficiamos de seus efeitos pela eternidade? 
 
Quarenta anos já se passaram na vida de Moisés. Deus está prestes a revelar-se a ele em uma “grande visão”. Para Agar, Deus escolheu um poço (Gênesis 21:17-19), para Jacó, uma escada (Gênesis 28:10-13) e para Moisés, a misteriosa sarça ardente.  
Você pode dizer como e onde encontrou o Senhor? 
 
Deus deseja mostrar a Moisés Sua graça para com o Seu querido povo. No meio da fogueira do Egito, Israel era como este arbusto, provado, mas não destruído pelo fogo. O mesmo acontece agora com os resgatados pelo Senhor. O fogo do julgamento ardente é apenas para destruir o mal não julgado que existe em nós. 
Somente em Cristo, o fogo divino que se abateu sobre Ele não encontrou nada para consumir (Salmo 17:3). Em Êxodo, o povo clama e o fogo divino prova, mas não queima a sarça, nos evangelhos e como vimos em Lucas 23:34, Jesus clama e é provado pelo fogo. É bem possível que ali tenha iniciado o período da graça de Deus. Glória a Deus e ao Senhor Jesus por isso.
Texto baseado em diversos autores que se reuniam apenas ao Nome do Senhor no século XIX e XX.
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