OS IRMÃOS ABERTOS

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OS IRMÃOS ABERTOS
Os Seus Princípios e Práticas são de Acordo com a Escritura?

Prefácio

Originalmente, o material abordado neste livro foi compilado de uma série de breves pregações em Richmond, BC (julho-agosto de 1999). Naquela época, havia alguns que vieram até nós dos Irmãos Abertos com perguntas sobre os princípios e práticas desse grupo de Cristãos. Uma vez que mais pessoas saíram dos Irmãos Abertos com as mesmas perguntas, senti-me levado pelo Senhor a colocar o material nesta forma escrita para uma distribuição mais abrangente.

Esta publicação me proporcionou a oportunidade de expandir meus comentários que foram apresentados nas pregações e, assim, tratar o assunto mais detalhadamente. Ao fazer isso, peguei emprestado livremente daqueles que já haviam documentado a origem e a história dos Irmãos Abertos, bem como seus princípios e práticas. Estou, portanto, em dívida com a visão deles sobre esse assunto.

Dezembro 2010

Introdução

Este livro é um exame dos princípios e práticas de um grupo evangélico de Cristãos conhecido como “Os Irmãos Abertos”. Os Irmãos Abertos são bastante difundidos, tendo assembleias em quase todos os continentes. Em alguns países, suas reuniões de assembleia estão na casa das centenas. Eles são particularmente conhecidos por seus esforços missionários no evangelho e no trabalho da escola dominical, pelos quais devem ser elogiados. O exame deste livro, no entanto, não se refere ao excelente ministério do evangelho, nem à piedade e devoção pessoal, mas aos princípios e práticas em relação à ordem da assembleia. Nosso questionamento é simples: “A eclesiologia (doutrina e prática da Igreja) dos Irmãos Abertos está de acordo com a Palavra de Deus? Nossa intenção é responder a partir da Escritura.

Queremos deixar claro que, ao apresentar este livro, não temos nenhuma desavença com os Irmãos Abertos. Não queremos “atacar”, não temos nenhum “motivo particular”, nem qualquer problema pessoal com indivíduos desse grupo de Cristãos. Como devemos ter “amor a todos os santos” (Ef 1:15; Cl 1:4; 1 Pe 1:22), nós, genuinamente amamos esses queridos Cristãos. No entanto, é nossa convicção que os princípios nos quais os Irmãos Abertos se reúnem não estão de acordo com a Escritura, e que a posição deles de estarem professamente reunidos ao nome do Senhor é falsa. Visto que o amor deseja o melhor para seus propósitos, sinceramente desejamos o bem e a bênção de nossos irmãos nessa comunhão. É o amor que nos obriga a apontar os erros de sua não bíblica posição da igreja, e confiamos que será uma ajuda para todos os que se exercitarem sobre isso. Portanto, não são as pessoas, mas os princípios sobre os quais os Irmãos Abertos se reúnem para adoração e ministério que discutimos neste livro.

Nossa oração é que esta publicação seja usada pelo Senhor para ensinar a verdade de Deus a respeito da assembleia. Ao fazer isso, não temos a intenção de tentar “roubar ovelhas” dos Irmãos Abertos. Se os que estão nessa posição de igreja são felizes nessa comunhão, os deixamos com o Senhor. A Bíblia diz: “Subverter o homem no seu pleito, não o veria o Senhor?” (Lm 3:36). Portanto, não queremos coagir ninguém contra sua consciência que não tenha fé ou convicção para dar tal passo.

Também não temos nenhuma intenção de comparar os Irmãos Abertos com os chamados Irmãos “Exclusivos” e colocá-los um contra o outro. Nosso objetivo, em vez disso, é examinar os princípios e práticas de sua assembleia à luz da Escritura, e deixar que seja usado pelo Senhor, se Ele quiser, para ajudar qualquer um que esteja honestamente buscando a verdade. Oramos para que seja um farol de luz para todos que desejam a verdade (Sl 112:4).

Duas Ramificações Principais dos Irmãos Abertos

Deve-se notar desde o início que existem duas ramificações principais dos Irmãos Abertos. Elas não devem ser confundidas. Essas duas ramificações se separaram gradualmente uma da outra durante um período de cerca de 20 anos, por volta de 1910-1930. Uma ramificação é marcada por ser mais liberal e, às vezes, é chamada de Irmãos Abertos “liberais”. Essas assembleias têm um princípio de recepção muito aberto. Na América do Norte, essa ramificação geralmente é identificada pelo fato de seus locais de reunião serem chamados de “Capela”, embora nem sempre seja o caso. A outra ramificação, que às vezes é conhecida como Irmãos Abertos “conservadores”, é marcada por ter um princípio de recepção fechada. Na América do Norte, esses locais geralmente são identificados pelo fato de seus locais de reunião serem chamados de “Salão”. (Algumas assembleias de Irmãos Abertos mais liberais ainda levam o nome de “Salão” em seus edifícios, o que é uma continuação dos dias em que as duas ramificações eram uma comunhão prática.) Numericamente, a ramificação “liberal” é de longe a maior das duas.

Ressaltamos essa distinção porque algumas das coisas que abordamos neste livro se aplicam apenas a uma das ramificações, e não a outra. Não seria justo ou preciso acusá-los de algo que pertence apenas a outra ramificação. Como existe uma grande diversidade de assembleias com princípios de prática variados, é um pouco difícil escrever um artigo sobre os Irmãos Abertos sem, às vezes, “pintá-los todos com o mesmo pincel”. Vamos tentar evitar isso o máximo possível mencionando a qual ramificação estamos nos referindo, para não criar ofensa.

Especificamente, queremos examinar à luz da Escritura quatro princípios importantes nos quais as assembleias de Irmãos Abertos estão fundamentadas