Levítico 1:1-17

(1:1-17)

Vamos mostrar uma visão ampla de alguns livros no Antigo e no Novo Testamento.

Gênesis – os começos, as origens, a semente no jardim.

Romanos – A verdade fundamental do Cristianismo. Como Deus pode receber pecadores e ainda assim permanecer santo e verdadeiro.

Êxodo – A saída. A Redenção pelo sangue de um cordeiro. Libertação do poder do Egito através da água do Mar Vermelho.

Atos – A saída. os crentes foram separados deste mundo pelo sangue de Cristo. O poder de Satanás contra nós foi destruído (a menos que o Senhor o permita).

Levítico – No deserto, Deus disse a Moisés para construir para Ele um tabernáculo onde poderia ser adorado. Ele dá instruções sobre sacrifícios, ofertas, festas e, em geral, a adoração dada a Deus pelos sacerdotes. A adoração a Deus é o primeiro motivo de sermos salvos.

os oito primeiros capítulos nos falam de diferentes sacrifícios de animais.

Cada oferenda é uma figura individual da obra de Cristo na cruz (exceto a oferta de manjares).

No capítulo 1, versículo 1 deste livro, vemos que nada era deixado para o sacerdote decidir. Era um caso de obediência. Todo crente hoje é um sacerdote (1 Pe 2:5). Portanto este livro é uma instrução, fisicamente para eles, espiritualmente para nós. Possamos desejar aprender os significados (Ex 11:2).

Levítico é um livro fechado para quem não possui a “chave” divina para ele. Essa chave é Cristo, a quem encontramos aqui em todos os aspectos do Seu sacrifício e Seu sacerdócio. O crente possui apenas um sacrifício oferecido “uma vez para sempre”, totalmente suficiente (Hb 10:10). Mas, para descrevê-lo em todas as suas diferentes características, o Espírito de Deus nos dá várias figuras que se completam entre si.

Em primeiro lugar, a oferta queimada. Ela é uma figura da cruz de Cristo, como vista por Deus, não de Cristo morrendo por nossos pecados. Ele se entregou completamente a Deus como sacrifício (Jo 13:31-32). O animal era completamente queimado (exceto a pele, Lv 1:6). É chamado de “oferta de cheiro suave”. A morte de Cristo para Deus foi a delícia de Deus Pai (Fl 2:9-10). Ela representa a parte na obra de Cristo que é para Deus. Ela é expressa no Novo Testamento por passagens como Jo 10:17, Ef 5:2, Fl 2:8. Queridos amigos cristãos, quando pensamos na cruz, em vez de ver a nossa salvação em primeiro lugar, vamos considerar a satisfação que Deus encontrou na pessoa e obra de Seu Santo Filho.

A primeira seção (versículos 3 a 9) nos fala de uma pessoa que trouxe um animal grande para a oferta queimada. Uma ilustração do crente hoje que entende bem que Cristo veio morrer para Deus em primeiro lugar. Ele entende que Deus agora encontra todo o seu prazer neste Homem… Jesus. Ele pode ser um crente de longa data, que cresceu neste conhecimento. Este é um aspecto da morte de Cristo. Na verdade, trata-se do aspecto de Deus. Não como aquele que levou o pecado aqui, mas que morreu para a glória de Deus. Há ricas recompensas para você se chegar a entender o que significa a oferta queimada.

Três diferentes tipos de animais ou pássaros podiam ser oferecidos, dependendo da riqueza da pessoa que desejava trazer a oferta. Ele não era forçado a trazê-la. Nos dias do Antigo Testamento entre os Israelitas, quanto mais fiel era um homem, mais rico ele se tornava. (Quanto mais fiel e obediente um crente é à Palavra de Deus, mais ele a compreende. Não podemos entender as escrituras por nossa inteligência (1 Co 1:21). É só através da consciência e do coração (Rm 10:10, 2 Co 4:6). Entre as oferendas, algumas diferenças ficam evidentes na maneira de sua oferta. Por exemplo, apenas ofertas de gado eram cortadas em pedaços e dispostos sobre o altar. Mas em todos os casos surgiu um “cheiro suave ao Senhor”. Tal foi o efeito do fogo do julgamento que passou sobre a Vítima santa na cruz: é mostrada nos mínimos detalhes a excelência da oferta “imaculada” (Hb 9:14).

“Seja um gado ou uma pequena rolinha”, em entendimento, uma pessoa que talvez tenha chegado recentemente ao conhecimento do Senhor como Salvador, entendendo muito pouco dos profundos significados do que Cristo é para Deus; todavia é feliz em conhecer mesmo que um pouco deste significado. Repare mais uma vez que Deus Se apraz até quando entendemos apenas um pouco desta grande verdade. O mesmo que nos versículos 9 e 13.

Levítico 2:1-16

(2:1-16)

Se a oferta queimada chama a atenção para o doce perfume de Cristo na Sua morte, a oferta de manjares (ou alimento), geralmente de flor de farinha, é bem diferente e corresponde à perfeição de Sua vida como um homem na terra.

Para Cristo ser um sacrifício perfeito para Deus, Ele precisou viver uma vida perfeita e sem pecado. A flor de farinha é uma figura da vida pura e uniforme de nosso bendito Senhor. O sacerdote podia tomar um punhado da farinha, derramar azeite e incenso sobre ela, e então queimá-la sobre o altar. O azeite é uma figura do Espírito Santo. O incenso, uma figura das graças, da bondade de Cristo. O Senhor Jesus “Se ofereceu a Si mesmo imaculado (sem mancha) a Deus” (Hb 9:14).

Esta oferta não exige nenhuma vítima ou sangue, apenas farinha, azeite, incenso e sal. A humanidade do Senhor corresponde ao grão de trigo moído finamente; Seu nascimento e batismo pelo Espírito Santo para ser amassado e ungido com azeite; Seu teste pelo sofrimento de modo visível ou oculto no calor da caçarola, panela ou no forno. Estas coisas eram para o Pai um perfume do mais alto valor. O crente apresenta a Deus esta vida perfeita de Jesus e faz dela o seu próprio alimento. Vamos olhar para este Homem maravilhoso nos evangelhos. Sua dependência, Sua paciência, Sua confiança em Deus, Sua mansidão, Sua sabedoria, Sua bondade e dedicação – não disso mudou mesmo através de todos os Seus sofrimentos. Estas são algumas das maravilhosas lembranças que vemos na oferta de farinha polvilhada com incenso. É “coisa santíssima” (versículo 3, 10). Fermento, uma imagem do pecado, não fazia parte dela, nem mel, um símbolo dos afetos humanos.

Para deixar bem claro, nenhuma oferenda aqui mencionada poderia conter qualquer fermento, geralmente uma figura do mal (pecado). O mel é uma figura da belas coisas ou qualidades naturais das pessoas. As pessoas costumam dizer que se agirem com doçura ou bondade para com outros, isto se torna uma oferta a Deus. Aqui aprendemos que nenhum mel devia ser incluído. As coisas bonitas da vida não podem ser oferecidas a Deus como um sacrifício.

Em contraste, o sal, uma imagem da separação para Deus, que preserva da corrupção, marcou a vida de Jesus e nunca deve faltar em nossas vidas (Mc 9:50; Cl 4: 6).

Levítico 3:1-17

(3:1-17)

É ainda sobre a obra de Cristo que o sacrifício pacífico representa. Mas desta vez ele é considerado no aspecto de comunhão, da alegria e paz que ele produz. Jesus não veio somente para glorificar o Pai em Sua vida (a oferta de manjares), em sua morte (a oferta queimada) e expiar nossos pecados (o sacrifício do capítulo 4). Ele também veio para nos colocar em uma nova relação de comunhão com Deus. Nosso amado Salvador não Se agrada em nos entregar ao juízo eterno. Ele queria nos alegrar, e isso desde já. Assim como os outros sacrifícios, a gordura é para o Senhor e era queimada sobre o altar. Ela é o símbolo da energia interior, da vontade que o coração governa. Em Jesus, esta energia foi inteiramente para Deus. Sua vontade era sempre fazer as coisas que agradavam ao seu Pai (Jo 6:38; Jo 8:29). Tal sacrifício só podia ter um cheiro suave, infinitamente agradável para Deus (versículos 5 e 16). Que privilégio para aqueles de nós que conhecem a Jesus para termos o mesmo “manjar” com o Pai (versículos 11 e 16), sermos convidado à sua mesa para compartilhar de Sua alegria e Seus pensamentos sobre Seu Filho amado! O apóstolo João diz: “Nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo” (1 João 1:3).

Levítico 4:1-12

(4:1-12)

A oferta pelo pecado conclui a lista das ofertas sagradas.

Ela é bem semelhante à oferta pela transgressão que vem depois.

É uma figura do aspecto da morte de Cristo que é mais facilmente compreendida pelas pessoas, Sua morte por pecadores.

O sacrifício pelo pecado atende nossa necessidade (1 Pe 2:24, 2 Co 5:21). Deus não pode simplesmente perdoar pecados. Eles precisam ter sido pagos.

Quando aceitamos o Senhor Jesus como nosso Salvador, recebemos perdão de pecados, mas Ele pagou a pena – morte – por nós (Ef 1:7). Você entende a diferença entre os três primeiros capítulos e este?

Em sua sequência no tempo, as ofertas pelo pecado e pela transgressão vêm primeiro, pois primeiramente precisamos estar salvos, mas no que concerne a Deus (as três primeiras ofertas) vem primeiro em lugar em importância do ponto de vista de Deus. Primeiro Deus deve ser honrado.

Repare também a diferença em como esta oferta deve ser feita. Repare que estes eram pecados de ignorância. Não havia sacrifícios para pecados deliberados. Um pensamento sério – Hb 10:26. Uma pessoa que se denomina Cristão deve prestar mais atenção se estiver deliberadamente se envolvendo com o pecado sem ter sua consciência afetada. Ele (ou ela) não poderia ter qualquer segurança de ser realmente um crente.

Os versículos 3 ao 12 nos fala de algo solene, era uma séria ofensa se o sumo sacerdote pecasse. Neste caso, e no próximo (toda a congregação), se o sangue do sacrifício não fosse introduzido no santo lugar e colocado sobre o altar do incenso, a comunhão de toda a congregação com Deus seria interrompida. Quanto mais perto uma pessoa anda com Deus, mais sério é quando peca. Deus o tem como responsável (Lc 12:48).

na ordem das coisas, primeiro a oferta queimada, o holocausto, nos ensinando que Deus se agradou da obra de Cristo; a última oferta atendia as necessidades do pecador. Mas é evidente que devemos tomar o caminho oposto. Antes de conhecer a paz e a alegria da oferta de paz, antes de compreender o que Jesus foi para Deus em Sua vida e Sua morte, começamos por a tratar com Aquele que sofreu e morreu na cruz para expiar nossos pecados. O sangue era levado no tabernáculo como para dar a Deus uma prova da obra concluída e ao pecador a segurança da sua aceitação. A gordura queimada sobre o altar, um sinal da satisfação encontrada por Deus na obediência da vítima. Resumindo, enquanto a carne da oferta queimada era para queimar no altar e a da oferta de paz comida por aquele que a ofereceu, os corpos dos animais oferecidos pelo pecado eram queimados fora do arraial. Por causa dos nossos pecados que Ele carregou, Jesus sofreu “fora da porta” (versículo 12 e Hb 13:12), longe da presença de um Deus santo. E o verbo “queimar” do versículo 12 é diferente do “queimar” do versículo 10, utilizado para as gorduras e os incensos, expressa a intensidade do julgamento que consumiu o nosso sacrifício perfeito (Hb 13:11).

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Levítico 4:13-26

(4:13-26) Agora começa o longo processo de se passar pelas diferentes ofertas que são descritas nos primeiros 7 capítulos deste livro. Quando aceitamos o Senhor Jesus como nosso Salvador, somos purificados para sempre de nossos pecados. Mas agora que estamos limpos, não significa que podemos viver como antes. Agora nossa vida não pertence a nós, pois fomos comprados com o preço do sangue de Cristo. Leia e medite o que diz após a palavra “Porque” em 1 Co 6:19-20. A salvação depende do poder purificador do sangue de Cristo, mas a comunhão com Deus depende da obra purificadora de Cristo. Sangue e água (Hb 10:22). Muitas pessoas não se consideram culpadas de suas faltas inconscientes; seguem pelo princípio que Deus não pode reprová-las pela sua ignorância e levará em conta as suas “boas intenções”. Que falsa ilusão! Se Deus teve que fornecer um sacrifício pelos pecados cometidos “por ignorância”, esta é a prova de que o pecador, embora ignorante, é culpado diante Dele. Veja, nossas leis têm o mesmo rigor; a ignorância (falta de conhecimento) não é desculpa. Uma violação da lei, mesmo que não intencional, me torna culpado pela sua transgressão e me expõe a uma penalidade. Aos olhos de um Deus santo, o pecado cometido permanece; ele não é de forma alguma desculpado por minha indiferença. Mas se eu aprender que, para todo pecado, se houver condenação, há também um sacrifício que o perdoa. Foi necessária a infinitamente grande obra da cruz para apagar a infinitamente grande ofensa feita a Deus por meus pecados, intencionais ou não, se me lembro deles ou daqueles que já esqueci há muito tempo. Ao colocar a mão sobre a cabeça da vítima, quem a oferecia, passava seus pecados para ela. Reconhecia-se culpado e que merecia a morte. O animal oferecido tomou o seu lugar, levou seu pecado e morreu em seu lugar. Isto é o que Jesus fez por nós, nosso Substituto perfeito.

Levítico 4:27-35

(4:27-35) Por seu pecado, um sacerdote ungido tinha que oferecer um novilho (versículo 3), o governante ou príncipe tinha que oferecer um bode (versículos 22 e 23) e qualquer outra pessoa do povo apenas uma cabra ou cordeira (versículos 27, 28 e 32). Nestes casos envolvendo alguém menos importante, o sangue não era introduzido no tabernáculo, mas colocado sobre as pontas de bronze do altar que estava fora. Aquele era o lugar para a pessoa encontrar-se com Deus individualmente. Portanto, neste capítulo, aprendemos que quanto mais verdade conhecemos, mais culpados somos pelo pecado que praticamos. Aqueles que devem ser o exemplo tem uma responsabilidade maior, que se reflete na importância do animal oferecido. Mas diante de Deus, todos pecaram e destituídos estão de Sua glória, (Rm 3:22-23). Se, na escala social, eles estão na parte superior ou na parte inferior, honrados ou desprezados por seus contemporâneos, sejam eles bandidos ou vistos como pessoas de bem, todos os homens estão em uma única classe: pecadores perdidos. No entanto, em Sua insondável misericórdia, Deus criou uma nova categoria: a de pecadores perdoados. Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia. (Rm 11:32). Vamos enfatizar as expressões nos versículos 23 e 28: “se o seu pecado, no qual pecou, vier ao seu conhecimento” (versão Darby – tradução própria). Esta é uma alusão ao gentil serviço chamado de “lavar os pés”, que consiste em ajudar outro crente a descobrir e julgar os suas faltas (Jo 13:14). Hoje, na dispensação da graça, em Jo 13, versículos 1 a 17, Jesus está nos ensinando uma lição. Cada crente, exercendo seu sacerdócio santo, deve ter um interesse e uma preocupação real nos outros crentes. Devemos lavar os pés uns dos outros. Isso significa que quando um de nós faz algo que não agrade o Senhor, outro crente pode vir a nós e, amorosamente, apontar isso. Satanás aqui iria dizer que não devemos julgar uns aos outros. Se amamos uns aos outros, vamos tentar ajudar uns aos outros. É somente quando julgamos e tiramos de nossa vida as coisas que não agradam o Senhor que podemos ter comunhão com Ele. “E lhe será perdoado o pecado” é dito no final de cada um desses parágrafos. A resposta divina que Deus pode dar ao pecador arrependido, em virtude da obra de Seu amado Filho!

Levítico 5:1-13

(5:1-13) Leia 1 Co 15:3. Cristo é Aquele que é nossa oferta pela transgressão. Aqui temos um tipo diferente de pecado. os versículos 1 a 4 nos oferecem diversos exemplos de falhas que deviam ser expiadas mediante um sacrifício. São at cuja gravidade talvez passassem despercebidas se a Palavra, o critério divino para nossa consciência, não houvesse condenado: deixar de dar um testemunho, ter contato, ainda que passageiro, com algo que é impuro, proferir palavras fúteis ou imorais. Uma pessoa pode ser culpada em manter o silêncio (versículo 1) ou, pelo contrário, por falar muito (versículo 4). Por exemplo, quando você está trabalhando com um grupo de pessoas cuja conversa é imoral. Você é contaminado por isso, mesmo se não estiver participando com eles. No versículo 2 lemos de se tocar um corpo morto. Trata-se de uma figura de nos tornarmos impuros pelo contato com o mundo do qual Deus diz que é imundo (Tg 4:4 e 1 jo 2:15-17). Em todos os casos, era necessário confissão (versículo 5), seguido pelo sacrifício (versículo 6). Essa ainda é a maneira, que em 1 João 1:9, determinada ao crente que falhou, com a diferença que o sacrifício não precisa ser oferecido uma segunda vez. O sangue de Jesus Cristo já foi derramado diante de Deus por nós, de modo que a confissão, unicamente ela, agora é suficiente. O orgulho de nossa vontade é quebrado quando confessamos um pecado a Deus. (Poderíamos pedir perdão sem a consciência ter sido tocada; isto traria descuido e frieza à nossa vida); Deus é então “fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. Os versículos 6 a 13 mostram a diferença de recursos daqueles que traziam as suas ofertas. Um ofereceu um cordeiro, outro dois pombinhos e um terceiro apenas um punhado de farinha. As pessoas não são capazes de apreciar na mesma medida a obra de Jesus, mas o que conta é o valor que ela tem para Deus. Levítico 5:14-19 / 6:1-7 (5:14-19) (6:1-7) O israelita mais cauteloso poderia estar sempre com medo de que tivesse esquecido algum pecado cometido por ignorância. E que, assim que trouxesse um custoso sacrifício, um novo ato de infidelidade poderia exigir outro. Infelizmente, apesar das certezas da Palavra de Deus, muitos cristãos ainda estão vivendo hoje com o mesmo temor. Eles creem que sua salvação depende de seus esforços sinceros para apaziguar Deus, fazem esmolas e penitências, sem nunca ter a certeza que isto seja suficiente. O que é não ter conhecimento da plenitude da graça divina! E que contentamento quando temos a segurança da certeza do que Jesus fez tudo por nós. Nossa passagem diferencia os pecados contra Deus (versículos 15 e 17) do pecado contra o próximo (6:2-3). Se um erro tiver sido cometido, seja para Deus ou para uma pessoa, então Deus e aquela pessoa devem ser ressarcidos pelo erro. Ao fazer isto, uma oferta pela transgressão deve ser dada ao Senhor. É bom que entendermos isto, pois às vezes pensamos que se fizemos algo de errado para alguém, tudo o que é preciso é resolver a questão com a pessoa pelo mal feito e só. Mas às vezes nos esquecemos que esta má atitude nos tirou da comunhão com Deus. Devemos nos reconciliar com Ele também. É comum nos preocuparmos mais com o pecado contra o próximo do que o pecado contra Deus. Deveria ser o contrário. Em relação ao mal feito a uma pessoa, era necessário não somente compensá-lo, mas também trazer um sacrifício ao Senhor (6:6; Salmo 51:4. Neste Salmo Davi assume total responsabilidade por seu pecado – 2 Sm 11:1-27). Ele se lança aos pés do Senhor. Todo pecado é contra Deus.). Por outro lado, não era suficiente apenas se acertar com Deus. O dia em que o culpado arrependido oferecia um sacrifício por sua culpa, ele também tinha corrigir a situação ante a outra pessoa (6:5). Isso é o que Zaqueu compreendeu quando Jesus entrou em sua casa (Lc 19:8). ‘Não vim para abençoar você, Zaqueu, porque você é generoso e honesto, mas porque vim buscar e salvar o que estava perdido!’

Levítico 6:8-30

(6:8-30) Voltamos agora a oferta queimada. Estas “leis” descrevem como a oferta devia ser feita. Nesta oferta todo o sacrifício era queimado. Uma figura de Cristo entregando-Se completamente a Deus. Existe aqui dois pontos principais: 1 – o fogo nunca devia se extinguir. Deus nunca Se esquece da obra que Cristo fez na cruz, mesmo se o Seu povo vier a dormir e a se esquecer do fogo que está aceso. 2 – As cinzas sempre são um lembrete de que o fogo esteve ali. O fogo do juízo (castigo) caiu sobre nosso bendito Senhor Jesus, não deixando nada além de cinzas – a recordação de Sua morte. Observamos o paralelo que existe entre os quatro principais sacrifícios e os aspectos em que cada um dos quatro evangelistas apresenta a obra de Cristo. Em jo, Jesus é o holocausto Santo, Aquele que o Pai ama porque Ele deu a sua vida de Si mesmo (Jo 10:17-18). Lucas nos leva a admirar a vida do homem perfeito, do qual a oferta de manjares fala. mc coloca diante de nós o Servo de Deus, representado pelo sacrifício da consagração, ou oferta pacífica. E finalmente mt, mais do que os outros, O proclama como Aquele que “salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1:21). Os capítulos 6 e 7 falam novamente destes quatro tipos de oferta para estabelecer a lei concernente a elas, em outras palavras, a maneira na qual o sacerdote devia oferecê-las. Quão cuidadosos os sacerdotes precisavam ser! Será que entendemos o quão cuidadosos devemos ser acerca das pequenas coisas que fazemos? O sacerdote tinha que comer esta oferta pelo pecado. Naqueles dias existia uma diferença entre os sacerdotes e o povo. Hoje, todo crente no Senhor Jesus é um sacerdote (1 Pe 2:5 e 9). Estes versículos de 1 Pe 2 são muito importantes. Cada crente, Assim como Cristo, é também uma pedra viva. Porém mais que isso, cada crente é agora um sacerdote! Estamos capacitados a oferecer sacrifícios espirituais (não animais mortos como estamos vendo) a Deus. Eles são aceitáveis a Deus por Jesus Cristo. Não precisamos de nenhum outro homem para estar entre Deus e nós. Não há lugar para alguém (padre, pastor, ministro, entre outros) se colocar entre os crentes e Deus . Isso é uma negação da verdade do Cristianismo. A Bíblia deixa bem claro (1Tm 2:5). Rabino, sacerdote, ministro, padre são coisas que os homens criaram. Trata-se de uma mistura das religiões judaica e cristã. E você não pode misturar as duas. O próprio Senhor estava ensinando isto em Mt 9:16-17. O holocausto deveria ser contínuo (versículo 13), a oferta de manjares “estatuto perpétuo” (versículo 18). Já observamos o temor do israelita que nunca estava seguro de ser aperfeiçoado pelos mesmos sacrifícios oferecidos continuamente. O capítulo 10 de hb nos mostra o sacerdote que “aparece a cada dia, ministrando e oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios”, seu trabalho nunca terminava. Mas, em seguida, o mesmo capítulo apresenta Jesus que, tendo feito “um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus”… PARA SEMPRE (Hb 10:1, 11-12). Levítico 7:1-21 A epístola aos Romanos nos ensina que Deus teve de tratar com duas questões: os “pecados”, até Rm 5:11, e depois, o “Pecado” de Rm 5:12 até o capítulo 8. Ele teve que condenar a árvore e seus os frutos, o Pecado em nossa natureza e os resultados que ele produz. Ao exigir um sacrifício para a culpa (o ato cometido) e outro para o pecado (a raiz do ato), Deus nos ensina que a obra de Cristo atendeu ambas as necessidades do pecador. A lei relativa ao sacrifício pacífico ilustra as condições necessárias para a realização da comunhão cristã. Lembre-se de que trata-se de uma das ofertas de aroma suave, o prazer de Deus pela morte de Seu Filho e Seu compartilhar desse prazer conosco. Assim temos muito que refere-se ao Senhor, parte do sacrifício que ficava com o sacerdote, e o ofertante comendo o restante junto com seus amigos que estavam limpos. Era uma questão de um sacrifício de ação de louvores (versículo 12, 1 Co 10:16); de caráter voluntário e alegre (versículo 16; 2 Co 8:4), livre de todo contato com o que é imundo (versículo 21). Embora os sacrifícios pelo pecado eram oferecidos porque um homem não estava limpo, apenas os israelitas que estavam limpos (versículo 19) participavam da oferta pacífica. Quem tocasse a carne da oferta pelo pecado tornava-se santo (Lv 6:27), enquanto que, inversamente, toda impureza contaminava a oferta pacífica. Zelamos pela limpeza da nossa comida. Vamos cuidar ainda mais para que nenhuma poluição espiritual venha interromper a comunhão de que este sacrifício é a imagem. “Qualquer que estiver limpo comerá dela” (versículo 19). Naqueles dias uma pessoa era impura, por exemplo, se tivesse tocado um corpo morto. Para nós crentes isto seria uma figura de nossa amizade com pessoas mundanas, a pessoa não salva está morta (Ef 2:1-3). A comunhão com os incrédulos suja um crente (2 Co 6:14). Mas não é para nos isolarmos. Em nosso versículo, a pessoa poderia comer do sacrifício com seus amigos que estivessem limpos. É fácil perceber que importa com quem temos comunhão. Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! (Salmo 133). Deus sempre teve prazer em unir os Seus. É como o óleo precioso (figura do Seu Santo espírito)… ali o SENHOR ordena a bênção e a vida para sempre.

Levítico 7:22-38

(7:22-38) Como uma figura da comunhão do crente com Deus e com seus irmãos, a oferta pacífica era a única oferta em que cada um recebia sua porção. Deus tinha Sua parte, a gordura e o sangue, que nos lembram Seus direitos sobre nossa devoção e toda nossa vida. Arão e seus filhos ficavam com o peito movido e a espádua (ombro, versão Darby) alçada (versículo 34), imagem para os remidos da afeição e força que pertencem a Cristo e aos Seus. O peito – uma figura do amor de Cristo. O ombro direito era para o sacerdote que tinha feito a oferta. O ombro – uma figura da força de Cristo. Amor e poder estão combinados nEle. Ele teve o Seu gozo em entregar-Se a Deus. Isto encerra o assunto das ofertas. Juntando tudo representam a perfeita, porém variada, obra de Cristo na cruz. O tempo que você usar meditando sobre estas ofertas será ricamente recompensado. Deus não gastaria sete capítulos se o assunto não fosse importante. Nossos pecados fizeram da cruz algo necessário. Por fim, o próprio adorador encontrava seu sustento lá. Observe que a comida dos sacerdotes dependia das ofertas pacíficas. A energia espiritual que o crente é capaz de empregar no serviço do Senhor flui da comunhão que ele desfruta com Ele. As duas epístolas aos Coríntios confirmam isso. A primeira epístola trata da comunhão, a segunda do ministério. Nosso serviço somente será útil e abençoado na medida em que somos alimentados pelo sacrifício da oferta pacífica perfeita, e seguindo Seu exemplo, apresentando nosso “corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Rm 12:1). Esse é o segredo, de acordo com o mesmo capítulo, “para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (versículo 2), e ser capaz de realizá-la com alegria (versículos 3 a 8).

Levítico 8:1-21

(8:1-21) Nos primeiros sete capítulos estudamos as ofertas e agora chegamos ao sacerdócio. Se o pecador precisa de um sacrifício, o crente também precisa de um sacerdote para exercer o serviço que lhe foi confiado. Um sacerdote era alguém que se colocava entre Deus e Seu povo. Nós também precisamos de alguém que se coloque entre um Deus santo e nós, pecadores. E temos Alguém assim em Cristo; Tg 2:5. Ele é nosso Sumo Sacerdote no céu diante de Deus agora, Hb 4:14. Cristo é nosso sacrifício e nosso sacerdote. É Ele quem ofereceu a si mesmo, como a vítima perfeita, para nos colocar em um relacionamento com Deus, e agora É Ele também Aquele que executa as funções do sumo sacerdote para nos manter nesse relacionamento. Era necessário que Ele se tornasse a oferta antes de se tornar o Sacerdote. Em Êxodo 29 vimos as instruções dadas por Deus a Moisés para a consagração de Arão e seus filhos. Chegou o momento desta cerimônia acontecer. Toda a congregação de Israel se ajunta na entrada da tenda para contemplar Aarão vestido com as vestes de glória e beleza. Em relação a nossa fé, a visão que a epístola aos Hebreus nos apresenta é muito maior, por isso, ela é chamada de “a carta dos céus abertos”. Ela nos convida a “considerar a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote”, vestido de todos os atributos gloriosos do Seu sacerdócio (Hb 3: 1).

Levítico 8:22-36

(8:22-36) Neste capítulo, encontramos novamente Arão e seus filhos juntos e isso eleva os nossos pensamentos Aquele que não se envergonha de nos associarmos com Ele e nos chamar Seus irmãos. Que Deus nos guarde em todos os nossos modos de sermos vergonha perante o mundo do nosso relacionamento com Jesus (2Tm 2:13). Nestes capítulos, muitas vezes se fala de ofertas movidas. Girar um objeto permite que ele seja totalmente visto em todas as suas facetas. Somos, assim, convidados a apresentar para Deus todos os aspectos do sacrifício excelente que trazemos diante Dele, falando de Jesus em todas as suas diferentes glórias e da Sua obra em seus diferentes caráteres. O peito do carneiro de consagração, a parte especial de Moisés, também era movido. Portanto, somos capazes de admirar em seus muitos aspectos as afeições de Cristo que eram a fonte e o poder de Sua consagração a Deus. “Eu amo o Pai”, disse Jesus, “faço como o Pai me mandou” (Jo 14:31). Em nossas vidas, a mesma causa produzirá o mesmo resultado. Só o amor despertará a verdadeira consagração, em outras palavras, um profundo sentimento que o Senhor tem todos os direitos sobre nossos corações e é digno de devoção completa. O carneiro da consagração. Aarão e seus filhos devem ser completamente para Deus. E assim é com todos os crentes hoje. (Reconhecemos o descuido que está por toda a parte entre os crentes, mas isto explica porque somos tão fracos). O versículo 24 estende os direitos do Senhor sobre nossas orelhas, nossas mãos e nossos pés, figuras da obediência, atividade e caminhar. Orelha (o que se ouve), polegar (o que é feito), pés (aonde a pessoa vai). Tudo deve ser para o Senhor. Consagração significa estar devotado a uma pessoa ou coisa. Estamos consagrados a Cristo em nossa vida? “…da porta da tenda da congregação não saireis por sete dias”. Sete dias eles deviam permanecer no tabernáculo. Sete é o número completo nas escrituras. Deste modo, isto nos fala de nossa total separação do mundo, e para Deus. Sérias palavras para considerarmos. Deus exige santidade de cada crente.

Levítico 9:1-24

(9:1-24) A Epístola aos Hebreus mostra o Sumo Sacerdote adequado para nós, “santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores…” (Hb 7:26). Que contraste com Aarão, o sacerdote “tomado dentre os homens” mencionado na mesma epístola, que tinha a necessidade de oferecer sacrifícios pelo pecado não só do povo, mas também “por si mesmo” (Hb 5:1-3). Isso é o que vemos ele fazendo aqui. Antes de poder se ocupar com os pecados do povo, Aarão é obrigado a resolver diante de Deus a questão dos seus próprios pecados. É um princípio geral cuja importância o Senhor nos lembra no “sermão da montanha”. Para ser capaz de tirar o argueiro que está no olho do seu irmão, é necessário primeiro tirar a trave no próprio olho (Mt 7:3-5). O final do capítulo nos mostra que, feita a propiciação e resolvida a questão do pecado, a bênção pode vir para o povo através do autor da propiciação, a glória de Deus pode ser manifesta e a alegria pode ser expressa livremente. Tais são também as bem-aventuradas consequências da cruz de Cristo para o povo de Deus hoje. Que Deus nos ensine a apreciá-las e a responder da mesma maneira!

Levítico 10:1-20

(10:1-20) Fomos lembrados no (capítulo 9) que os sacerdotes “tomado dentre os homens” podiam pecar. Infelizmente, não temos de ir muito longe para provar esta verdade. Cada vez que Deus colocou o homem em um novo relacionamento, nos revelamos incapazes de mantê-lo. até aqui, todos os detalhes foram realizados “como o Senhor ordenara”, (uma expressão repetida quatorze vezes nos capítulos 8 e 9). Mas agora Nadabe e Abiú, os dois filhos mais velhos de Aarão, fazem o que “o Senhor… não lhes ordenara” (versículo 1). Apenas consagrados, eles trazem fogo estranho perante o Senhor, não vindo do altar. O castigo solene e fulminante que se seguiu nos lembra do quão sério é substituir a Palavra de Deus por nossa própria vontade (veja 2 Sm 6:3, o incidente da arca colocada em um carro novo, seguido pela morte de Oza. Nenhuma palavra é dita sobre eles terem perguntado como fazer isso. Eles agiram segundo seus próprios pensamentos!). Da mesma forma, pensamentos carnais que excitam as emoções (bebida forte) não são tolerados na adoração a Deus. Desprezar abertamente as verdades conhecidas traz o transgressor para a disciplina de Deus. Por outro lado, como mostra o fim deste capítulo, o Senhor é cheio de misericórdia para com os ignorantes e aqueles fora do caminho, bem como para com aqueles que se curvam sob Sua disciplina. Tudo o que Deus faz é perfeito, tudo o que Deus dá ao homem para fazer é rapidamente estragado. Toda a adoração a Deus deve ter a cruz de Cristo (o altar de bronze) como sua fonte. Usar qualquer coisa de nós mesmos (como tocar música, dançar, dar dinheiro, falar de nossa vida correta) rouba a Cristo a glória que só pertence a Ele. Não devia haver tristeza pelos filhos mortos, pois morreram por causa da desobediência. As pessoas que acham que isto não foi correto não estão, elas mesmas, obedecendo a Deus. Ninguém é tão sábio quanto Deus. Em Números capítulo 6, lemos daqueles que se tornaram Nazireus por um determinado período de tempo. Eles se devotaram ao Senhor abandonando certas coisas. Bem, aqui vemos algumas destas coisas. O vinho produziria excitação natural. Para nós, crentes, hoje, significa que nada do que é natural pode ter qualquer parte na adoração a Deus. Somente a presença de Deus deve ser sentida. Há muitos que são estimulados por emoções, sentimentos, música, etc. Isso não é adoração.

Levítico 11:1-28

(11:1-28) Depois dos sacerdotes terem sido estabelecidos e o tabernáculo estar funcionando, eles precisavam conhecer a diferença entre o limpo e o impuro. Nós somos sacerdotes diante de Deus. Também precisamos aprender essa diferença. Daqui até o capítulo 17, vamos encontrar sete partes, cada uma ensinando o que é limpo e o que é impuro de uma determinada coisa. Agora iremos falar de comida limpa e pura. Precisamos conhecer a diferença entre o limpo e o impuro nas coisas ao nosso redor. Qualquer coisa impura nos causará dano. Como o Senhor Jesus explica, não são as coisas que entram contaminam o homem, “mas o que sai dele, isso é que contamina o homem” (Mc 7:15). Portanto, esta distinção entre animais puros e impuros tem apenas aplicação espiritual para o cristão. Quatro grupos de animais são considerados neste capítulo: quadrúpedes, peixes, aves e répteis. Para ser considerado limpo, o primeiro grupo tinha que combinar duas condições: ruminar e ter o casco fendido. A pureza do crente depende do modo como ele se alimenta (estudo da Palavra) e, também, do modo como ele anda (obediência a Palavra). Para os peixes, duas características também são necessárias: barbatanas e escamas. Sem barbatanas, como ele pode avançar? Como pode lutar contra a força da correnteza? E sem escamas, o corpo não está protegido. Resistir à atração do mundo, sua forma de pensar, as suas comodidades e tudo que ele oferece é o meio pelo qual um jovem crente pode permanecer limpo. As aves impuras eram aquelas que comem carne e que comem qualquer coisa sem distinção. Isso nos mostra que se alimentarmos nossa mente com o que vem da carne, se formos descuidados sobre o que lemos ou as situações apresentadas pelos meios de comunicação, seremos inevitavelmente contaminados por essas coisas. Por fim, os répteis e os animais semelhantes, uma figura do poder do mal. É abominação! “Abominai o que é mau” é dito em Rm 12:9.

Levítico 11:29-47

(11:29-47 ) Observando os répteis e os animais que “deslizam” sobre a terra, reconhecemos certos aspectos e perigos morais que devemos tomar cuidado. A doninha e o rato prejudicam as plantas jovens, destruindo as raízes; as diferentes espécies de lagartos sugerem talvez as inúmeras maneiras em que as pessoas “desfilam” para atrair a atenção; o camaleão sugere aqueles que sempre assumem o estilo do ambiente em que estão: comportam-se como cristãos entre cristãos, e como homens do mundo na companhia das pessoas do mundo. Os versículos 32 a 40 mostram como os melhores e mais úteis equipamentos podem ser estragados por aquilo que vem da “serpente”. Que o Senhor nos ensine a vigiar nossas almas e a fazer uso da provisão inalterável que Ele deixou a nossa disposição: uma cisterna, uma fonte de água, imagens da Palavra divina, permanecendo sempre limpas. Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti (Salmo 119:11). Um israelita piedoso sempre teve o cuidado de se preservar de todo alimento comum ou imundo (Atos 10:14). Que tenhamos uma consciência sensível para distinguir entre o que é espiritualmente limpo do que é impuro, entre o que pode alimentar a nossa alma e o que pode envenená-la. Podemos dizer que um crente que é cuidadoso com o que lê, escuta e vê, mantém-se limpo deste mundo. Deus quer o Seu povo limpo. Assim este capítulo tem uma boa instrução para nós. A Palavra de Deus é alimento limpo, leia 1 Pedro 2:2, onde “racional” significa “puro”. A razão solene para esta separação rigorosa encontramos no versículo 45: “para que sejais santos; porque Eu sou santo”.

Levítico 12:1-8

(12:1-8 e 13:1-8) Para mostrar que os recursos divinos são fornecidos antes do aparecimento do pecado, Levítico considera os sacrifícios e o sacerdócio antes do pecado. O capítulo 11 nos ensina a ficarmos atento para não sermos contaminados por impurezas externas. Mas o mal não está somente em torno de nós, está igualmente dentro de nós; nosso inimigo já está dentro. O Capítulo 12 nos torna conscientes do seu caráter hereditário: “Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe” (Salmo 51:5). Então, a próxima coisa que deve ser mantida limpa é o corpo, um corpo puro – leia Gn 1:28. A natureza pecaminosa de Adão foi transmitida a toda a sua raça; uma criança recém-nascida é um pecador em potencial antes de cometer qualquer ato culpado; sendo assim, ela precisa tanto do sacrifício de Cristo como um adulto. O nascimento de uma criança deveria ser um gozo e uma bênção. Mas isso foi antes da queda de Adão e Eva. Agora leia Gn 3:15 e veja o resultado do pecado que Eva cometeu. O pecado nunca fica sem castigo. O nascimento de uma criança, por causa do pecado de nossos primeiros pais, tornou agora a mulher impura – sob a lei. O Senhor Jesus levou a maldição da lei por nós, de modo que não estamos sob a lei, mas sob a graça (Gl 3:13 e 1 Co 6:18-20). Os capítulos 13 e 14 tratam da lepra, sempre uma figura do pecado em seu caráter de mancha, contaminação. A Lepra ou Hanseníase é uma doença que destrói o corpo, é contagiosa e incurável, repugnante a vista e enfraquece a sensibilidade do tato. A lepra era encontrada em pessoas, vestes e casas. Rm 5:12 nos fala que a morte entrou no mundo pelo pecado. Portanto a lepra era como o pecado atuando na carne. Não era o médico, mas o sacerdote, o homem que podia falar a verdade acerca disso. Não era algo fácil de se detectar. Para o crente, a pessoa que vive próxima ao Senhor, fica mais fácil detectar o pecado (Hb 5:14, 1 Co 2:14). Por isso aqui Aarão (uma figura de Cristo) ou o filho de Aarão (uma figura de um crente vivendo próximo ao Senhor) podia decidir se era ou não lepra. Se a carne aparecesse, era lepra. Quando a carne (a velha natureza) está ativa em nós, o pecado está em atividade. Isso fica evidente. Aos olhos de Deus, o pecado apresenta características correspondentes. Se expressa em ações e palavras, mesmo em crentes, infelizmente – a conhecemos muito bem! Se o homem estivesse todo branco – era como uma pessoa hoje que confessa que não existe nada de bom nela, mas apenas pecado – então estava limpo (Rm 7:18). O mais importante para o pecador hoje é confessar a Deus. Por exemplo, Miriã – calúnia (Nm 12:10), Geazi – ganância e mentiras (2 Rs 5:27), Uzias – orgulho espiritual (2 Cr 26:20)

Levítico 13:9-28

(13:9-28) Para que a lepra pudesse ser diagnosticada, o doente tinha que apresentar dois sintomas. Pele branca é uma figura do declínio espiritual derivado da perda de comunhão com o Senhor. A mancha mais profunda na pele indica que não se trata de um defeito superficial e revela um mal profundo. Mas aqui encontramos um paradoxo: enquanto uma única mancha era suficiente para estabelecer a impureza do leproso, a partir do momento em que ele se encontrava totalmente coberto com a doença podia ser considerado limpo! Essa é a maneira. Assim como o pobre leproso, que por tanto tempo foi obrigado a manter as áreas infectadas cobertas, agora já não era capaz de esconder coisa alguma, mesmo assim, quando um homem é forçado a confessar-se totalmente imundo, Deus pode declará-lo limpo em virtude da obra de Cristo. “Confessei-te o meu pecado e a minha maldade não encobri… e Tu perdoaste a maldade do meu pecado” (Salmo 32:5). Mas toda mostra de “carne viva” apresentava contaminação fresca: isto tipifica os esforços infrutíferos da velha natureza para melhorar a si mesma. Em Lc 5, um homem “cheio de lepra” chega a Jesus e pede: “se quiseres, bem podes limpar-me”. O Senhor o “limpa” e o ordena a dar testemunho Dele, cumprindo com as instruções do capítulo 14 deste nosso estudo.

Levítico 13:29-44

(13:29-44) Em determinados pontos, certas doenças da pele, podem induzir ao erro. O doente era então encerrado por sete dias e depois examinado para comprovar se uma ferida de lepra estava presente ou não. Nunca julguemos precipitadamente! Vamos ter o cuidado de pensar bem dos outros antes de atribuir maus motivos para eles desde o início. O amor “não suspeita mal” (1 Co 13:5). Observe que o doente não deu a sua opinião. Era o sacerdote que via e, em seguida, declarava a natureza da ferida. Pouco importa o que o homem pensava de si mesmo. Ele não podia sentir nada e até mesmo acreditar que estava saudável, mas o tempo todo estava gravemente doente. Quantas pessoas não sabem que são vítimas da doença do pecado. Nunca consideraram a sua condição à luz da Palavra de Deus; nunca se apresentaram ao Sacerdote. É Ele quem estabelece a culpa do homem e o declara irremediavelmente perdido. “Afastai-vos, pois, do homem… porque em que se deve ele estimar?” (Is 2:22). Mas o Sacerdote que anuncia nossa condição é também Aquele que se ocupa dela em graça, como o Grande Médico que deu uma cura completa para nossas almas (Lc 5:31).

Levítico 13:45-59

(13:45-59) Era terrível a condição dos leprosos em Israel. Eram colocados fora do acampamento sem a esperança de algum dia voltar, separados de seu próprio povo, obrigados a proclamar de longe a sua condição miserável: “Imundo, imundo”. Excluídos da congregação, é um imagem do que éramos, pessoas das nações, “separados da comunidade de Israel… Não tendo esperança”. “Mas agora”, anuncia o apóstolo, “vós… que estáveis longe… pelo sangue de Cristo chegastes perto” (Ef 2:12-13). Isto nos leva ao trabalho de purificação descrito em Lv 14. os Evangelhos nos mostram diversos destes pobres leprosos implorando piedade do “Mestre”. E Jesus, nosso Salvador, cheio de compaixão, pôs as mãos sobre eles para purificá-los sem ser contaminado por esse contato. E não somente isto, mas em Seu amor Ele estava disposto a fazê-los perfeitamente limpo (Mt 8:1-3, Ver também Lc 17:11 em diante). Da mesma forma este querido Salvador pode e quer, ainda hoje, purificar todos os pecados de quem se reconhece impuro. O pecado pode estar nas circunstâncias que nos cercam. Se aparecesse apenas uma mancha, as vestes deviam ser lavadas. Que coisa maravilhosa é quando um crente se mantém imaculado do mundo (Tg 1:27). Enquanto nós crentes estamos no trabalho ou na escola somos manchados pelo contato com o mundo. Se apenas escutamos as coisas, mas não nos envolvemos com elas, é como a mancha do Versículo 58. Mas repare quantas vezes precisava ser lavada. A lepra na cabeça (versículos 29 a 37) pode ser uma figura do pecado de pensarmos nossos próprios pensamentos (2 Co 10:5-6). Lepra em uma peça de vestuário (versículos 47 a 59) representa o mal que pode se insinuar em nosso caminho, em nossos hábitos e em nosso testemunho. Todos estes 59 versículos deveriam marcar em nós a importância, do ponto de vista de Deus, de nos mantermos limpos. Que o Senhor nos dê a vigilância, a fim de confessar a Ele nossos pecados e a coragem de “queimá-los”, em outras palavras, julgá-lo assim que ele aparecer.

Levítico 14:1-13

(14:1-13) Lembre-se de que a lepra, nas Escrituras, é uma figura do pecado. Não existia cura conhecida para isso. No capítulo que começamos a estudar hoje, porém, o homem que tinha lepra era declarado limpo. Aqui está algo maravilhoso, a história que será lida agora é a história (em figura) da morte e ressurreição de Cristo! Ninguém além de Deus poderia ter inspirado um Livro como a Bíblia. O dia da purificação do leproso chegou. Ele era levado diante do sacerdote. Vamos observar o papel discreto, mas indispensável que desempenha o amigo que traz o homem doente para quem vai declará-lo limpo. É precioso ser usado por Deus para conduzir os pecadores ao Senhor Jesus. É um serviço que até mesmo um jovem cristão pode fazer (Jo 1:42, 46). Mas se o sacerdote ficava no tabernáculo ou no arraial, o leproso, que tinha sido posto fora, nunca teria sido capaz de encontrá-lo. O sacerdote, portanto, saia do arraial (versículo 3). Para encontrar o pecador, Jesus deixou a glória. Nós não poderíamos dar um passo em direção a Ele, sendo assim, Ele veio todo o caminho para chegar até nós. Como poderia o filho pródigo ter entrado na casa de seu pai sujo e em trapos? Seu pai saiu ao seu encontro e o vestiu com a melhor roupa enquanto ele ainda estava lá fora. Seguem os detalhes do processo de purificação, os dois pássaros juntos nos falam do remédio divino aplicável ao pecado de todo homem: a morte do Senhor, o primeiro pássaro era morto; Sua ressurreição, a segunda ave voava para longe, marcada com o sangue que levava consigo para o céu para colocá-la, simbolicamente, diante dos olhos de um Deus satisfeito. Aqui está a parte maravilhosa da história. Primeiro, dois pássaros vivos e limpos (como pardais) são trazidos ao sacerdote. Depois, 3 coisas estranhas precisam ser trazidas também… (versículo 4) (1) madeira de cedro, nas Escrituras, uma figura da força e estabilidade (Salmo 92:12), (2) carmesim, grandeza terrena e realeza de Israel. Veja em Ex 39-29 as vestes de glória e beleza do Sumo Sacerdote. (3) Hissopo, uma pequena flor que crescia abundantemente nos muros (uma figura de humildade), frequentemente utilizada para aspergir o impuro (Ex 12:22). É maravilhoso vermos estes 2 pássaros como tipos do Senhor Jesus na morte e ressurreição. Um pássaro é morto, o pássaro vivo é mergulhado no sangue do pássaro morto (assim como as 3 coisas mencionadas acima). O pássaro vivo (com sangue sobre si) é solto no campo aberto (a ressurreição de Cristo). Em Rm 4:25 você encontrará estes dois pássaros (em tipo). O leproso foi limpo pela água e pelo sangue. Leia Jo 19:34 e 1 Jo 5:6. A salvação depende do poder purificador do sangue de Cristo, mas a comunhão com Deus depende da obra purificadora de Cristo. Sangue e água (Hb 10:22).

Levítico 14:14-32

(14:14-32) Agora começa o longo processo de se passar pelas diferentes ofertas que são descritas nos primeiros 7 capítulos deste livro. Quando aceitamos o Senhor Jesus como nosso Salvador, somos purificados para sempre de nossos pecados. Mas agora que estamos limpos, não significa que podemos viver como antes. Agora nossa vida não pertence a nós, pois fomos comprados com o preço do sangue de Cristo. Leia o que diz após a palavra “Porque” em 1 Co 6:19-20. “Será limpo”, concluem os versículos 9 e 20. Aqui, novamente, não importa a opinião do leproso purificado. Deus declara puro e santo o pecador nascido de novo para quem esta palavra deve ser suficiente, mesmo que ele não sinta nenhuma emoção, nem sentimento especial. “Haveis sido lavados… santificados… justificados em nome do Senhor Jesus”, diz a Palavra (1 Co 6:11). A salvação depende do poder purificador do sangue de Cristo, mas a comunhão com Deus depende da obra purificadora de Cristo. Sangue e água (Hb 10:22). Assim como os pássaros, uma figura da obra de Deus por nós, faltavam outras duas coisas da Sua obra em nós: a água, o poder purificador da Palavra, e a navalha. O leproso raspava seu cabelo, barba e sobrancelhas. Tudo o que recordava a força natural do homem era descartada. Este trabalho do Espírito, que nos leva a julgar o que nossa velha natureza produz, é chamado de libertação. O sangue do sacrifício era aplicado na orelha (o que ouvimos), na mão (o que fazemos), no pé (por onde andamos) do leproso purificado, exatamente como tinha sido feito com o sacerdote no dia da sua consagração (Ex 29:20) e isso tinha que ser feito com o azeite. Mas, além disso, o leproso era ungido com o restante do azeite na cabeça (o que pensamos) (versículo 18). Surpreendentemente, o leproso era o único em todo o Israel, juntamente com reis e sacerdotes, que recebia esta santa unção, figura da operação do Espírito Santo no coração dos remidos (1 Jo 2:20). De pecadores perdidos, mas lavados em seu sangue, Cristo fez um reino de “reis e sacerdotes para Deus” (Ap 1:6), “a Ele, glória e poder para todo o sempre. Amém!

Levítico 14:33-57; 15:1-33

(14:33-57), (15:1-33) A lepra na casa é uma figura do pecado em uma assembleia, incluindo a que leva o nome de igreja, a cristandade na sua totalidade. Era necessário uma casa pura. Vamos aplicar a “casa” duas passagens, 1Tm 3:15 e 2Tm 2:20, e pensarmos nos cristãos reunidos ao nome do Senhor Jesus Cristo em uma cidade. A “casa” deve ser mantida pura de todo mal; doutrinário, eclesiástico ou moral. Como um testemunho coletivo, reunido pelo Espírito Santo para manter Sua unidade (Ef 4:3) a verdade deve ser guardada, o erro deve ser removido. Um olhar mais atento sobre a igreja em Éfeso, no capítulo 2 de Apocalipse, não discernirmos, mas o Senhor, o Sumo Sacerdote cujos olhos são como chama de fogo, já percebe que há uma pequena mancha: a perda do primeiro amor. Todo o mais parece bom: trabalho, obras, paciência; mas veja o que acontece com esse pequeno começo: a verdadeira lepra em Pérgamo, onde certas pedras da casa estão contaminadas com a “doutrina de Balaão”, outras com a dos nicolaítas. Em seguida, o mal se desenvolve como fermento em Tiatira, em Sardes, até que em Laodiceia, que representa o estado final da Igreja responsável, o Senhor é obrigado a anunciar: “vomitar-te-ei da minha boca” (Ap 3:16 ). A “grande casa” da cristandade professa será rejeitada, demolida. No versículo 34 do capítulo 14, é bom notar a expressão “Quando tiverdes entrado na terra”, e não “se”. Era uma certeza absoluta, ainda que Israel tivesse que vagar durante 40 anos pelo deserto por não terem crido nesta afirmação (Nm 13 e 14). Estamos desfrutando de nossa vida celestial na qual já vivemos aqui na terra? Lv 15 desenvolve o tema da contaminação. A figura do “fluxo” nos mostra tudo em nossa vida cotidiana que o nosso caráter natural detestável é capaz de permitir manifestar para envenenar tanto as coisas ao nosso redor como a nós mesmos. Graças a Deus existe o remédio para nos purificar disso: é o sacerdócio exercido em nosso nome pelo Senhor Jesus (versículo 15 e 30). Neste capítulo, chegamos aos bons hábitos. Deus é santo, e Ele quer que todo o Seu povo seja puro. Naqueles dias, lembre-se, eles estavam sob a lei. Hoje estamos sob a graça. Deus veio ao mundo na Pessoa de Seu amado Filho. O Senhor Jesus morreu na cruz para nos limpar, para sempre, de todos os nossos pecados. Mas agora que já recebemos a Cristo como Salvador, devemos nos manter limpos em nossa vida. A limpeza diária pela água (da Palavra de Deus) é necessária para nos manter em comunhão com nosso Pai (Ef 5:26).

Levítico 16:1-14

(16:1-14) Já vimos

  1. Alimento puro e limpo no capítulo 11,
  2. Corpos puros no capítulo 12,
  3. Pessoas puras no capítulo 13,
  4. Casas puras no capítulo 14,
  5. Hábitos puros no capítulo 15, e agora lemos de
  6. uma adoração pura.

Trata-se de um assunto de grande importância… para Deus, e para qualquer um de nós que, com um coração puro, deseje conhecer a Sua vontade a este respeito. No capítulo 10 lemos da morte dos dois filhos de Aarão por se aproximarem de Deus de um modo errado. Hoje lemos das consequências dessa ofensa contra Deus. até a morte deles, Aarão podia entrar na presença de Deus no “Santo dos santos” no Tabernáculo, a qualquer tempo. AGORA NÃO. Aarão morreria se o fizesse! Ele recebe aqui instruções para uma ocasião especial: o grande Dia da Expiação (ver Lv 23:27). É a este evento que Hb 9 se refere (leia Hb 9:7, 12, 25). Uma vez por ano, depois de ter oferecido um sacrifício para si mesmo, o sumo sacerdote oferecia outro sacrifício por todos os pecados do povo cometidos durante o ano. Em seguida, ele trazia o sangue deste sacrifício dentro do véu, e o aspergia sobre o propiciatório. “É o sangue que fará expiação pela alma” (Lv 17:11). As reivindicações do trono de Deus foram atendidas e Ele podia ser “propício” ao seu povo. Não que o sangue de um bode teria poder para acabar com um pecado sequer que o povo havia cometido durante um ano inteiro, mas falava de antemão à Deus do precioso sangue de Seu Cordeiro. Dois bodes para uma “oferta pelo pecado”. Ele lançava sortes (deixava Deus escolher) sobre os dois bodes. “Uma pelo Senhor”, e o outro para “bode emissário”, para ser levado embora para o deserto. O significado disso? Uma gloriosa figura de Cristo morrendo na cruz com dois objetivos… (1) (o bode “pelo Senhor”). Ele atendeu todas as reivindicações de um Deus santo, da própria natureza de Deus. De Seu caráter e de Seu trono. E (2) (o bode emissário) atendendo perfeitamente toda a culpa do homem e tudo o que este necessitava. O lado de Deus, e o nosso lado. Os versículos 11 a 14 “Por si e pela sua casa”. Qual o significado? Estes quatro versículos formam uma magnífica figura de Cristo e Sua assembleia (a Igreja). Ao contrário do que podemos pensar, não era com vestes magníficas que Aarão se apresentava perante o Senhor. Ele despojava-se de toda a sua glória na presença da glória de Deus, e só poderia aparecer em sua presença com vestes de linho fino, símbolo da justiça prática (versículo 4, Ap 19:8). De quem é isto uma figura? Nenhum outro além de nosso Senhor Jesus, Deus vindo ao mundo, um Homem sem mácula, puro e santo, (sua encarnação) para viver para a glória de Deus, e morrer O cheiro suave do incenso acompanhava Aarão dentro do véu; da mesma forma que Cristo entrou no Santo dos Santos, oferecendo a Deus o cheiro suave de todos as suas excelentes glórias.

Levítico 16:15-22

(16:15-22) O sacerdote entrava dentro do véu, cercado por uma nuvem de incenso, enquanto o povo esperava do lado de fora com medo. Será que o Senhor aceitaria o sacrifício? Se algo não estivesse em ordem, Aarão pereceria como seus dois filhos mais velhos? Que alívio quando ele reaparecia, seu serviço estava cumprido! Profeticamente, esta cena será cumprida quando, vindo em glória para Israel, Cristo “aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação” (Hb 9:28). A expiação se aplicava a todo o tabernáculo… desde o mais elevado (o interior do santuário) até o altar (fora, logo após o portão). Isto por causa da impureza do povo. Qual o significado? É tão maravilhoso para nós saber que não importa quão descuidados e fracos nós sejamos, temos uma posição perfeita para com um Deus santo. Tudo por causa da obra de Cristo… primeiro para Deus, depois para nós. Podemos assim desfrutar de uma ADORAÇÃO PURA. Faltava se ocupar com o bode vivo. O primeiro bode, aquele em que a sorte do Senhor havia caído, morria como um sacrifício (versículos 8 e 9), uma oferta pelo pecado diante de Deus. O outro era chamado de bode emissário. Sobre sua cabeça, Aarão colocava ambas as mãos, e confessava sobre o bode vivo todos os pecados do povo, ele levava o pecado que estava na consciência das pessoas. É por isso que todos os pecados eram confessados sobre sua cabeça e ele os levava para sempre para uma terra não habitada (leia Salmo 103:12 e Hb 8:12, citado Jr 31:34). O bode vivo levava para o deserto todos os pecados, e nunca mais era visto. Cristo é visto em ambos os bodes. O primeiro bode servia para fazer expiação, era para todos. O segundo nos fala de substituição, uma vítima levando os pecados de muitos (Hb 9:28), isto é, apenas para aqueles que confessam os seus pecados (versículo 21) pela fé no valor da vítima. O sacrifício de Cristo tem esse duplo caráter. O bode morto é uma figura da morte de Cristo. O outro bode é uma figura de nossos pecados levados por Cristo, para nunca mais serem novamente lembrados por Deus.

Levítico 16:23-34

(16:23-34 ) Veja quão grande e complexo para o sumo sacerdote e seus filhos era o trabalho necessário para tirar os pecados. E todo esse serviço era eficaz apenas por um ano. Na verdade, a fonte dos pecados, o coração do homem, não era purificada, e este coração maligno não deixaria de produzir ações más ao longo do novo ano. Era sempre necessário repetir novamente estes sacrifícios. O sumo sacerdote passava seu ofício de pai para filho, “porque, pela morte, foram impedidos de permanecer” (Hb 7:23-25). Tudo era feito cuidadosamente e tudo nos fala da perfeição da obra de Deus. Quão maior é a obra de Cristo em toda a sua realidade, em toda a sua abrangência, exigindo Seu próprio sacrifício! Para tirar o pecado do mundo e anular todas as suas consequências, mas também para alcançar sua fonte – o coração do homem – e purificá-lo, Jesus estava completamente só. Ninguém tem a menor participação em Sua obra. O que o povo fazia durante esta grande obra do sumo sacerdote? Não podiam e não faziam nada além de afligir sua alma. A seu favor, uma obra foi realizada e sobre essa obra eles descansaram. Isso também é tudo que temos que fazer! Repousar sobre a obra plenamente suficiente e perfeita do Senhor Jesus.

Levítico 17:1-16

(17:1-16) Este e o próximo capítulo nos dão diversas instruções de como viver uma vida santa e das coisas impuras das quais precisamos nos manter afastados. Tanto os sacerdotes como as pessoas recebem instruções. Nós crentes somos ambas as coisas (veja 1 Pe 2:5 para a primeira classe de pessoas e versículo 11 para a segunda. Que conexão maravilhosa existe entre os ensinos do Antigo e Novo Testamento). Podemos chamar o capítulo de hoje de Adoração Pura que requer Costumes Puros. Havia o perigo do povo vir a oferecer secretamente seus sacrifícios a demônios (versículo 7). E é muito fácil para nós voltarmos ao mundo e nos misturarmos com as práticas pagãs. Muitos dos costumes religiosos hoje começaram nas religiões que na realidade adoravam o demônio. Deus reserva para si o direito do sangue (Lv 7:26-27). Deste momento em diante o sangue dos sacrifícios, renovados a cada ano, encontra-se diante do Seu olhar no “santíssimo lugar” (capítulo 16). E este sangue, indispensável para manter a relação entre Ele e seu povo, fala constantemente ao coração de Deus da obra de Seu Filho amado. O sangue nunca devia ser comido. Vemos a seriedade disso nestes versículos. Leia Hb 9:22. O sangue de Cristo é para Deus somente. A morte de Cristo é o fundamento da adoração a Deus. Por isso o sangue aparece neste capítulo quando somos instruídos acerca da adoração pura. Diversas passagens da Escritura estabelecem as virtudes do sangue de Cristo. Ele “faz expiação pela alma” (versículo 11). “Purifica de todo pecado” (1 João 1:7). A menor falha que cometemos deve ser limpa por este sangue e não há outra forma. Por isso fomos remidos… de todas as nações (Ap 5:9), resgatados… da vossa vã maneira de viver (1 Pe 1:18-19), lavados (Ap 1:5), justificados (Rm 5:9) (Hb 13:12), reconciliados (Cl 1:20), trazidos para perto (Ef 2:13); por ele, o sangue de Cristo, um caminho novo e vivo foi aberto para o “Santo dos santos” (Hb 10:19). Por ele também a vitória foi ganha por nós (Ap 12:11). O precioso sangue de Jesus! Sua virtude e sua eficácia, é uma pedra de tropeço para aqueles que não o aceitam pela simples fé, mas para os remidos é um motivo eterno de louvor e adoração. “Àquele que nos ama, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados… a Ele, glória e poder para todo o sempre. Amém!” (Ap 1:5-6).

Levítico 18:1-30; 19:1-19

(18:1-30); (19:1-19) A terra da qual haviam saído (Egito) e a terra para a qual estavam indo (Canaã) tinham ambas maus costumes. O contraste estava em fazer o que Deus dissera a eles que fizessem, pois Ele era o Senhor e, por conseguinte, perfeito. O versículo 5 era o glorioso motivo e resultado, se obedecessem. O mesmo para nós! As ordenanças contidas nestes capítulos têm em vista a santidade prática do povo de Deus. Elas se referem a misericórdia (19:10), honestidade e verdade (versículos 11 e 12), justiça (versículos 13 a 15), boa vontade e amor (versículos 16 a 18). É humilhante encontrar os mesmos avisos dirigidos aos cristãos nas epístolas, como aquelas enviadas aos efésios e colossenses. Isto prova que a velha natureza em um filho de Deus não é melhor que em um israelita em épocas anteriores. “Não fareis segundo as obras da terra do Egito, em que habitastes, nem fareis… nem andareis…“, assim começa capítulo 18 antes de enumerar as impurezas da carne que Deus abomina. “E digo isto…“, o apóstolo Paulo ensina aos ef, “que não mais andeis como também andam os gentios na vaidade de sua mente, sendo obscurecidos no seu entendimento, alienados da vida de Deus, pela ignorância que há neles por causa do endurecimento do seu coração” (Ef 4:17-19; compare também os versículos 25 e 28 de Efésios 4com Lv 19:11). “Andai em amor”, conclui o apóstolo (Ef 5:2). E é também a conclusão oferecida em Levítico 19:18: “…amarás o teu próximo como a ti mesmo”. O Senhor Jesus citou este versículo e o ilustrou perfeitamente. Por esta razão, Tiago chama de “a lei real” (a do Rei) “, de acordo com as escrituras” (Lc 10:28-37; Tg 2: 8).

Levítico 19:26-37; 20:1-27

(19:26-37); (20:1-27) Do capítulo 19, versículos 11 ao 37, um crente pode aprender muitas lições para sua própria vida lendo estes versículos vagarosamente. Mas lembre-se de que estas instruções eram na realidade para pessoas sob a lei. Nós as aplicamos à vida espiritual que temos em Cristo. Esta parte do livro, capítulos 19 e 20, começa e termina declarando que Israel fosse o povo santo de um Deus santo. E quase todos os mandamentos destes capítulos terminam com o lembrete “Eu sou o Senhor vosso Deus”. Por isso, os que hoje formam parte da família de Deus devem reproduzir a santidade do “Pai santo”, do qual são filhos (Jo 17:11). Pedro cita Lv 19:2, e conclui com as palavras: “mas assim como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos vós também santos” (1 Pe 1:15-16). Não é apenas “porque Eu sou santo”, mas “como” realizar isso. Que padrão para nós! O versículo 32 chama nossa atenção sobre o devido respeito aos mais velhos, uma questão para a qual um jovem cristão nunca deveria deixar de prestar atenção. As pessoas hoje estão brincando com espíritos familiares, e não parecem entender que estão brincando com fogo (capítulo 20, versículos 6 e 27). O espiritismo está se espalhando rapidamente. Em Isaías 47:10-15, lemos que Israel não havia prestado atenção a estes avisos e estava sendo castigado por isso. Alguns Cristãos não parecem entender que Satanás leva os crentes para longe de Deus do mesmo modo como ele o faz com incrédulos. E não estão cientes de que ele pode nos levar muito longe. Mas repare o quão longe Satanás poderia levar aquele povo. Um aviso para nós! A desonra aos pais exigia a pena de morte! (20:9) As pessoas hoje fazem piada disso (Pv 14:9). O mundo ao nosso redor tem uma grande influência sobre nós. Devemos nos manter afastado dele o máximo que pudermos. Nossa vida deve ser um testemunho de Cristo contra o mundo. “Eu sou o SENHOR, vosso Deus, que vos separei dos povos” Deus os separou do mundo para Si mesmo. Este versículo (20:24) nos dá a razão pela qual deveríamos ter todas as coisas puras acerca das quais temos lido nos capítulos anteriores. Vamos nos conscientizar de que Deus só deseja bênção para nós, e nos deu instruções completas em Sua Palavra. Nosso andar em Cristo deve ser evidente em todo o nosso comportamento; não só na nossa abstenção dos pecados horríveis que Deus é obrigado a denunciar em Sua Palavra, mas nos mil detalhes em que o amor e a justiça prática podem ser exercidos (versículos 34 a 36). Lembremos sempre que fomos chamados pelo nome digno de Cristo (Tg 2:7), de tal maneira que nossa conduta, honra ou desonra este precioso nome. Precisamos conhecer o que é limpo e o que é impuro.

Levítico 21:1-24

(21:1-24) Hoje lemos de quão cuidadosos deveriam ser os sacerdotes. Você se lembra de que 1 Pe 2:5nos diz que todo crente no Senhor Jesus é um sacerdote diante de Deus. Pare um pouco para considerar isso. Se os sacerdotes daqueles dias precisavam ser cuidadosos, quão mais cuidadosos deveríamos ser? Somos sacerdotes de Deus neste mundo mau e corrupto. Eles precisavam estar prontos para entrar na presença de Deus a qualquer momento; o mesmo precisamos nós… dia após dia. Da mesma forma que o simples fato de pertencer a família de Aarão conferia o título de sacerdote, todos os remidos do Senhor são hoje adoradores (1 Pe 2:5). Por outro lado, em relação ao seu exercício, um sacerdote poderia ser desqualificado. Entrar em contato com a morte, um casamento em desacordo com Deus ou um defeito físico incurável, privava o filho de Arão das suas santas funções. Ele podia se alimentar do pão de Deus, assim como seus irmãos (versículos 22), mas ele não conhecia a alegria de servi-Lo. Com tristeza, muitos cristãos hoje estão neste estado. Aqueles que são cegos no sentido de 2 Pe 1:9, ou coxos segundo Hb 12:13, mesmo mantendo seu título e privilégio como filhos de Deus, não podem executar como deveriam seu serviço como adoradores. E isso é uma grande perda, não só para eles, mas antes de tudo para o Senhor. Se nosso Sumo Sacerdote carrega graciosamente os defeitos, fraquezas e imperfeições do Seu povo (capítulo 21, confirmado por Hb 4:15), Ele não pode, por outro lado, ter comunhão com o que, no capítulo 22 ,representa um pecado real: um fluxo ou lepra (versículo 4). A contaminação em um crente o priva do prazer das “coisas santas”.

Levítico 22:1-33

(22:1-33) Há uma lição muito importante para aprendermos aqui. Se o sacerdote, por descuido, tivesse algo de errado com ele, não podia entrar na presença de Deus até que isso fosse corrigido. Algumas pessoas (crentes) dizem que podemos ficar muito estreitos em nossos pensamentos quanto à adoração a Deus. Mas cremos que quando temos a certeza dada pela Palavra de Deus de que Cristo está no meio, então iremos querer ser bem cuidadosos. Não será uma questão de sermos o mais descuidados que quisermos ser, mas de sermos o mais cuidadosos que devermos ser. Quando não estamos conscientes da presença do Senhor no meio, então é natural que não tenha importância o que a pessoa faz, contanto que ele seja crente. Leia este capítulo cuidadosamente e em oração. Do capítulo 21:1 até 22:16, Deus mostra como manter um sacerdócio sem defeito, enquanto nos versículos 17 a 33 Ele se ocupa com a qualidade de ofertas. Como é triste Ele ser obrigado a insistir: “Você não deve oferecer-me um animal que está doente ou que tem um defeito”. Ainda que estas instruções pareçam desnecessárias, o profeta Malaquias nos diz que o povo trazia tais ofertas. Agir assim era um pecado duplo. Em primeiro lugar porque isso era desprezar o Senhor. Aquilo que ninguém teria ousado em oferecer ao governador (Ml 1:8), que não valia nada, era oferecido como algo bom o suficiente para Deus. Em segundo lugar, porque todos esses sacrifícios, falavam de Cristo, a vítima perfeita, devia ser sem defeito. E nós, queridos cristãos, o que nós reservamos para o Senhor do nosso tempo, nossa energia, da nossa inteligência, do nosso dinheiro? O melhor, ou simplesmente o que sobra, o que não temos mais outro uso? Diferente dos sacrifícios pelo pecado, que eram necessários e obrigatórios, estamos tratando aqui de sacrifícios de ações de graças, ofertas voluntárias, opcionais. Deus não exige nada de nós; nada é forçado. Mas quanto mais o amor de Jesus toma conta de nossos corações, mais cuidadoso seremos como o que oferecemos para Ele.

Levítico 23:1-14

(23:1-14) Deus dá aqui instruções cuidadosas sobre as sete ocasiões quando o Seu povo deveria se reunir ao Seu redor. São chamadas de “Festas”, não necessariamente para comer. Se os sacerdotes deviam estar na casa de Deus, era para eles se comportarem da maneira que Ele determinava. Havia sete “festas” a cada ano.

  1. o Sabath;
  2. a Páscoa e a festa dos pães ázimos;
  3. as primícias da colheita;
  4. o Pentecoste;
  5. a festa das trombetas;
  6. o dia da expiação;
  7. a festa dos tabernáculos.

Juntas elas nos contam uma maravilhosa história. Em resumo tratam de

  1. Cristo;
  2. a morte de Cristo e nosso cuidado com nossa vida diária;
  3. a ressurreição de Cristo;
  4. a vinda do Espírito Santo ao mundo;
  5. o chamado de Israel logo após o arrebatamento;
  6. quando Israel será restaurado a Deus;
  7. o milênio (7 é uma figura de algo completo).

Deus se apraz em Cristo, e cada festa nos recorda dEle de uma maneira diferente. Este capítulo constitui o calendário das “santas convocações” de Jeová. Eram sete, além do sábado, o dia de descanso semanal que é tratado em primeiro lugar. Seis dias da criação, e depois o descanso. Seis dias de trabalho a cada semana e depois o Sábado – o Sabath – o último dia, o dia do descanso. É uma figura de Deus encontrando o Seu descanso em Cristo. Porque a obra da primeira criação foi arruinada pelo pecado, Cristo teve que descer e completar uma nova obra. E essa obra nunca pode ser desfeita. Cristo é o Sabath de Deus. Foi observado que estas festas, na sua sequência, se desdobram diante de nossos olhos na história de Israel a partir do momento da cruz, os desígnios de Deus relativos a este povo, Seus propósitos relativos à Igreja (embora de forma um tanto velada) e, finalmente, seus desígnios a respeito do Seu Filho. Tudo começou na Páscoa. O ponto de partida das bênçãos para Israel, para a Igreja, como também para a felicidade de todos os homens é a cruz. Depois, a festa dos pães asmos (sem fermento) chama a atenção para Aquele que não conheceu pecado e cuja separação do mal deve ser reproduzida na vida cotidiana da assembleia, na verdade, em cada um dos remidos. O “fermento velho” precisa ser eliminado, pois somos “massa nova, sem fermento”, como Paulo lembra os coríntios (1 Coríntios 5:7). Estas duas são o fundamento sobre o qual repousa a primeira. A Páscoa é redenção (Ex 12). Fermento é uma figura do pecado. Cristo foi o Pão Ázimo (1 Pe 2:22). Cada crente recebeu o poder de viver para a glória de Deus em sua vida de convertido (como os 7 dias) – 2 Pe 1:3. Em seguida, vem a festa das primícias. As primícias da colheita. Cristo ressuscitado foi o princípio da verdadeira e grande colheita (a igreja, nós crentes). O “molho movido” é mais uma vez Cristo, triunfante na ressurreição, o primogênito dentre os mortos, apresentado a Deus de acordo com os vários aspectos de Suas glórias, “para que seja aceito a vosso favor” (versículo 11). O “dia seguinte” (Domingo, o dia do Senhor), isto é, o dia após o Sabath (Sábado). O Senhor ressuscitou no primeiro dia da semana – Domingo. Cristo é a oferta queimada (capítulo 1 de lv e todo o Evangelho de João). Cristo é a Oferta de Manjares (capítulo 2 de lv e todos os evangelhos). Sua vida perfeita.

Levítico 23:15-22

(23:15-22) Após a festa das semanas (Dt 16:10), eles deviam contar 7 semanas ou 49 dias a partir do Sabath. Então acrescentar um dia totalizando 50 dias. Portanto, Domingo. Cinquenta dias separam a festa de primícias da festa das semanas ou Pentecostes. Ambas aconteciam no dia depois do sábado, isto é, no primeiro dia da semana. O dia da igreja é o primeiro dia da semana – Domingo – o dia do Senhor. Sabemos que após a Sua ressurreição, antes de subir ao céu, o Senhor apareceu várias vezes aos seus discípulos para confortá-los, incentivá-los e enviá-los para anunciar o Evangelho. Então, Atos 2 nos mostra como o Espírito Santo desceu do céu, cinquenta dias após a cruz do Calvário (o Senhor Jesus esteve morto durante todo o sábado) o Espírito Santo desceu no dia de Pentecoste – Domingo (Atos 2:1). Os dois pães mencionados no versículo 17 é uma bela figura da igreja. Dois pães – cristãos judeus e gentios (Ef 2:12-18). “Dois ou três congregados em Meu nome” (Mt 18:20). Mas aqueles que formam parte dela ainda estão na terra; é por isso que o fermento, um tipo de pecado, estava presente nos pães (1 Jo 1:7-9). Pães fermentados – nós crentes ainda temos a velha natureza em nós. Estas são as “primícias” da obra da cruz apresentada a Deus pelo Sacerdote. E Jesus, ao falar de si mesmo como o “grão de trigo”, que deve cair na terra e morrer, poderia acrescentar: “se morrer, dá muito fruto” (Jo 12:24). O molho das primícias (molho: feixe pequeno, conjunto de coisas semelhantes unidas ou atadas)era a promessa de uma colheita rica (versículo 22). Cristo, o homem ressuscitado, não ficará só na glória. Ele voltará com alegria, trazendo os seus molhos (Salmo 126:6). Levítico 23:23-44 A festa das trombetas. O Senhor Jesus deve voltar e, como na festa, tocar a trombeta e reunir Israel de todas as partes da terra. Isso acontecerá após os crentes serem levados para o céu. Historicamente nos encontramos no período que se segue ao Pentecostes. Israel é colocado de lado; é o tempo da Igreja durante o qual o Senhor Jesus está reunindo em um só corpo os filhos de Deus que andavam dispersos (Jo 11:52). No entanto, está chegando o dia quando todo o Israel será reunido. Após o arrebatamento, “um memorial, de sonidos de trombetas” ou festa das trombetas (ver também Nm 29:1) convocará o povo e voltará a uni-lo em seu próprio país em preparação para a grande auto-aflição da sexta festa: o dia da expiação, que corresponde as cerimônias de capítulo 16. Quando este dia se cumprir, Israel confessará o horrível pecado de haver crucificado seu amável Messias (Zc 12:9-14). Israel em grande angústia esperará que apareça sua salvação por Aquele que está agora no santuário, com os seus, para a salvação (Hb 9:28). E assim chegamos a festa dos tabernáculos descrita em detalhes em nossa leitura. Ele prefigura o reino de justiça e paz na terra que é chamado de milênio. Israel será lembrado de todas as peregrinações de seus pais no deserto. Muitas das nações ao redor de Israel irão participar do regozijo e da adoração (Zc 14:16). Vamos contar o número de vezes que as palavras são repetidas neste capítulo, “não fareis obra alguma servil”. Em todo o maravilhoso plano da graça que se estende desde a cruz até a glória, Deus reservou para si o privilégio de fazer o trabalho. O homem e seus esforços são inúteis. É uma obra divina. “Glória e majestade” (Salmo 111:3).

Levítico 24:1-23

(24:1-23) Este capitulo possui duas partes bem distintas – uma muito boa (1 a 9) e outra muito ruim (10 a 23). A primeira parte é dentro da casa de Deus (versículo 3). os versículos 10-23 são fora (versículo 10). Repare em algumas lindas palavras. versículo 1 – O Senhor; versículo 2 – azeite puro, luz contínua, versículo 3 – testemunho (reputação); versículo 4 – candelabro puro; versículo 5 – flor de farinha, versículo 6 – mesas puras; versículo 7 – incenso puro; versículo 8 – permanente; versículo 9 – Santo, Santo dos Santos. Todas essas palavras falam da linda atmosfera dentro do tabernáculo (onde Deus encontrava os sacerdotes). A luz devia estar acesa o tempo todo. O pão era comido todos os Sábados por Aarão e seus filhos. Isto pode nos ensinar de que precisamos da luz de Deus a cada hora de nossa vida – Jo 12:36; Jo 12:46. Precisamos nos alimentar de Cristo – o pão que desceu do céu – Jo 6:32-3 Como vimos, havia durante o ano ocasiões especiais de reunião e festa para os filhos de Israel. Somente algumas vezes era necessário que eles se apresentassem. Por outro lado, o serviço realizado em seu favor nunca cessava. As lâmpadas eram mantidas acesas continuamente (versículo 3). Como é bom perceber que, mesmo quando estamos muito ocupados com os negócios desta vida para pensar no céu, mesmo quando a nossa comunhão é interrompida, a luz de Cristo – o divino candeeiro, nunca deixa de brilhar diante de Deus em toda sua luminosidade. E o quê Ele ilumina? os doze pães em ordem sobre a mesa, que representam o povo de Deus em sua totalidade, reunidos em perfeita ordem no santuário sagrado. A partir do versículo 10, o contraste – pecado – discórdias – blasfêmia – maldição – prisão – apedrejamento até a morte – morte. Tudo isso é resultado do pecado. O episódio da blasfemador e do seu castigo nos ensina, apesar desta posição privilegiada, a apostasia fará a sua aparição no meio do povo e terá uma punição terrível. “O nome acima de todo nome” foi blasfemado quando o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo foi insultado, rejeitado e crucificado. Assim será novamente no futuro próximo, quando o “homem do pecado”, o anticristo, vai se opor e se exaltar acima de tudo que se chama Deus. O Senhor Jesus o destruirá pelo esplendor da sua vinda. (2Ts 2:4 e 8). Um privilégio estar em Cristo, liberto da corrupção que há no mundo. Levítico 25:1-19 Os filhos de Israel ainda não estavam em sua terra prometida, mas os pensamentos de Deus estavam voltados para isso. Era algo designado por Deus para o povo de Deus. Leia Hb 4:1-11. Israel entrou na terra do seu descanso, mas acabaram estragando tudo. Cristo nos deu um descanso que nunca pode ser estragado. Deus, que deu o sábado ao homem, também pensa na Sua criação. A cada sete anos, todos os trabalhos sobre a terra devem ser interrompidos para permitir a terra descansar. E a cada sete vezes sete anos, a cada cinquenta anos, o som da trombeta era ouvido em Israel anunciando o jubileu, a restauração de todas as coisas. Como consequência, cada transação, cada compra de propriedade, deveria levar em conta a data próxima do Jubileu, era necessário sempre leva-la em conta. A cada cinquenta anos, toda a terra devia ser devolvida a seus proprietários originais. Que bondade de Deus! A terra não acabaria nas mãos de alguns poucos ricos. Queridos filhos de Deus, este som de trombeta que todos os israelitas esperavam, especialmente os oprimidos, certamente nos faz pensar na última trombeta com que o Senhor descerá do céu para reunir aqueles que pertencem a Ele (1 Co 15:52). Sim, o Senhor está vindo, vamos lembrar isso! Vivamos nesta perspectiva. Vamos dar as coisas da terra somente o seu valor relativo. Elas têm um caráter efêmero; devemos apreciá-las somente por um tempo. Vamos fixar nossos olhos além, sobre as coisas que não se veem, mas que são eternas (2 Coríntios 4:18). Queira Deus que todas as nossas decisões e projetos, tudo o que nos satisfaz, como também nossas provas, serem sempre marcados com o selo “temporário” – um pouquinho de tempo – visto à luz da nossa bem aventurada esperança.

Levítico 25:20-38

(25:20-38) “A terra é minha”, o Senhor lembra ao seu povo, “pois vós sois estrangeiros e peregrinos juntamente comigo” (versículo 23). Assim como um chefe de família é responsável por seus convidados, Deus compromete-se a cuidar do bem-estar de seu povo e, de uma forma milagrosa, a cada seis anos, uma colheita tripla que permita respeitar o ano “sabático”. O cristão é ainda menos nessa terra do que um fazendeiro em Israel. Se tivermos sempre em mente o pensamento de que nada é nosso, mas que tudo pertence ao Senhor, não haveria menos cobiça em nossos corações e menos brigas entre nós? Ele está no céu, não na terra, lá possuímos verdadeiras riquezas, aquilo que é nosso (Lc 16:11-12). Mesmo as pessoas que ficassem pobres e tivessem que se tornar servos de outros, eram para ser libertas no ano do jubileu. O Senhor Jesus nos libertou. Éramos escravos do pecado, mas Ele pagou o preço de nossa redenção. O Senhor possuía a terra. Ele apenas a emprestava para Israel. Tudo devia voltar para Ele no final. (A verdade de Deus nos foi emprestada para que desfrutássemos dela. É bom quando cuidamos bem dela!). Em todo este capítulo, Deus se compraz em apresentar a sua maravilhosa graça ao liberar os seus. Se ocupa de seu descanso, de sua felicidade e cuida para que não sejam vítimas de corações duros de seus irmãos ou de seu próprio descuido. E em tudo isso Ele nos dá um exemplo, convidando-nos a mostrar para com os outros da mesma graça que nós mesmos somos os objetos (versículos 35 a 38). Isto nos brinda com uma oportunidade para mostrar ao Senhor que nós apreciamos sua graça e não esquecemos o que Ele tem feito por nós. (comparar com Mt 18:32 e 33). Levítico 25:39-55 Quando a trombeta da libertação soava (versículo 9), o escravo recuperava a liberdade, o pobre a sua posse, as famílias eram reunidas, cada herança devolvida ao seu verdadeiro dono. Era uma restauração, uma alegria geral, uma imagem do que Israel conhecerá, como também todo o mundo, quando Satanás será preso e a criação liberta da escravidão. até agora a terra padece e sofre “dores de parto”, mas a criação se alegrará na liberdade da glória dos filhos de Deus (Rm 8:21). Como o homem pobre que foi vendido a um estrangeiro (versículo 47), o povo de Israel, que por sua própria falha perdeu a sua herança, irá finalmente recuperá-la das mãos d’Aquele que o redimiu: Cristo, o verdadeiro Boaz (Rt 4). Se Deus tem a última palavra em tudo o que diz respeito a Sua criação, podemos ter a certeza de que Ele também está libertará totalmente cada um daqueles que a Ele pertencem. Um irmão em Cristo pode ter deixado de desfrutar de sua herança e estar espiritualmente pobre, mas o pensamento do Senhor é restaurá-lo em graça, esquecendo todo o passado (não fala dos motivos que pelo qual este irmão tornou-se pobre) e fazê-lo desfrutar novamente de todas as riquezas celestiais.

Levítico 26:1-13

(26:1-13) Há dois princípios divinos que sempre andam juntos: um é a graça soberana – admiramos sua atividade em Lv 25. O outro é o governo, o assunto deste capítulo 26. Enquanto, por um lado Deus dá sem impor condições, por outro Ele cuida para que todos colham o que semear. O Senhor se dá ao trabalho de alertar seu povo sobre as consequências boas ou más de sua conduta, segundo suas ações. E como Ele sempre considera o bem em primeiro lugar, Ele começa, não por ameaças, mas com promessas encorajadoras, descrevendo as bênçãos que resultarão para Israel do andar em obediência. Para deixar claro, estas são bênçãos terrenas, diferentes daquelas para o cristão, que é abençoado “com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo Jesus” (Ef 1:3). Ele desejava muito abençoar Seu povo e fazê-los feliz. (O mesmo Ele quer fazer conosco hoje). Se eles tão somente Lhe obedecessem, Ele derramaria chuva desde o céu, a terra produziria com abundância – árvores frutíferas brotariam em abundância – a colheita duraria até o Outono (versículo 5), as vinhas ficariam tão carregadas que levaria até o tempo da semeadura para conseguirem colher tudo! Mas uma destas promessas do Senhor, preciosíssima, é compartilhada por Seu povo terreno e Seu povo celestial, ela é encontrada no versículo 12 e Paulo cita aos Coríntios: “Andarei entre vós e serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo”. Ela transmite a mesma responsabilidade para o cristão e para Israel: estar completamente separado de toda idolatria. (versículo 1, comparar com 2 Co 6:16).

Levítico 26:14-33

(26:14-33) Mas que desolação haveria se não obedecessem! Se nós crentes estivermos obedecendo o Senhor, certamente estaremos experimentando gozo e paz – sim, plenitude de gozo – Jo 15:8-11. Se estivermos desobedecendo, então estaremos tristes – inquietos – insatisfeitos – sós – desapontados. Como estamos? De forma séria, o Senhor tinha avisado mais uma vez ao seu povo sobre a idolatria (versículo 1). Mas, desgraçadamente, Ele precisará da uma palavra do profeta Amós (Am 5:25-27) citada por Estevão (Atos 7:42-43) para sabermos – ainda no deserto, a casa de Israel inclinou-se aos ídolos que fizeram, em particular ao abominável Moloque (ver Lv 20:1-5). Esta é a razão de todas essas ameaças, cada vez mais severas, que foram mais tarde cumpridas sobre a nação culpada. Como é duro o coração do homem! Para quebrá-lo, Deus é obrigado a aplicar golpes cada vez mais fortes. As vezes, Ele é obrigado a nos tratar dessa mesma forma! Ele começa nos corrigindo com cuidado e, se não ouvirmos, sua voz se torna mais e mais insistente. Pv 29:1 nos adverte: “Aquele que, sendo muitas vezes repreendido, endurece a sua cerviz, Será de repente quebrantado, sem que haja remédio”. Sendo assim, vamos aprender a reconhecer imediatamente a voz do Senhor e a não recusar sua correção (Salmo 141:5). Ele nos ama, Ele nunca nos castigará além do necessário para que a lição seja aprendida. Porque Ele é fiel, persistirá até que todo esse paciente trabalho tenha transformado nossos pensamentos e os nossos corações para Ele.

Levítico 26:34-46

(26:34-46) De uma forma ou de outra, os direitos de Deus serão reconhecidos. Se o povo não observa os anos sabáticos estabelecidos no capitulo 25, o Senhor os forçará a fazê-lo, expulsando-os a força da terra que é Sua. Israel não vai, por assim dizer, atender as condições estabelecidas pelo arrendamento. E esta será uma das razões para a deportação para Babilônia (leia 2 Cr 36:20-21). Os 70 anos de cativeiro correspondem aos anos sabáticos não respeitado durante todo o período dos reis. As consequências do pecado de Israel são realmente terríveis. Deus é mais severo com este povo do que Ele é em relação a outras nações. Sua responsabilidade é certamente muito maior. os oráculos divinos foram confiados a eles. Essa relação com o verdadeiro Deus cujo nome, por culpa deles, é blasfemado entre os gentios (Rm 3:2 e 2:24). Agora, se Deus é mais exigente com Israel do que com as nações pagãs, você não acha que o mesmo se aplica a nós que temos a Sua Palavra em nossas mãos? “…todo aquele a quem muito é dado, muito será requerido; e daquele a quem muito é confiado, mais ainda lhe será exigido” (Lc 12:48). Observe também que confessar o pecado (versículo 40) e aceitar a punição por ele (versículo 43) são as condições para a restauração. Deus sempre volta para aquilo que Ele é.

Levítico 27:1-15

27:1-15 Este capítulo trata dos votos (promessas) que os filhos de Israel poderiam fazer a Deus e a maneira como o sacerdote deveria avaliá-los. Isto nos faz pensar do Senhor Jesus e do valor que foi dado a Ele. Leia Zc 11:12-13 e também Mt 27:9-10. Em Ex 30 (versículos 11-16) vemos que o preço do resgate era idêntico para todos. Aqui, pelo contrário, as avaliações variam de um para o outro. Na verdade, já não se trata mais do que representa a nossa salvação, mas sim da capacidade que cada um possui. Redimidos pelo mesmo preço, o precioso sangue de Jesus, todos os filhos de Deus não estão no mesmo nível espiritual ou possuem a mesma aptidão para o serviço. O sacerdote devia intervir para apreciar a obra de cada homem: “segundo a avaliação do sacerdote, assim será” (versículo 12). Nós, que facilmente criticamos o que outros crentes fazem ou não fazem, vamos lembrar que Aquele que julga é o Senhor e que no Corpo de Cristo cada membro tem sua importância e função específica (1 Coríntios 4:4-5). Pessoas, animais ou casas, tudo poderia ser consagrado ao Senhor. na verdade, não temos nada mais precioso para oferecer ao Senhor do que nós mesmos, nossa própria pessoa. Isto é o que foi feito pelos macedônios de quem o apóstolo fala: “se deram primeiramente ao Senhor…”, e todo o seu serviço, espontâneo, cheio de alegria, surgiu deste dom inicial (2 Co 8:2-5).

Levítico 27:16-34

(27:16-34) Vamos deixar ao Senhor apreciar e estimar o que os outros fazem! Mas não vamos ficar preocupados em buscar a aprovação daqueles que nos rodeiam; não vamos esperar mais dos homens do que o que foi concedido a Ele que foi “precificado por eles” em apenas trinta moedas de prata (Zc 11:12-13). Em vez disso vamos no ocupar em sermos apresentados como “a Deus aprovado” (2Tm 2:15). O Senhor Jesus é Aquele que veio ao mundo e nos redimiu (pagou por nós) com Seu sangue. Nós crentes somos dEle agora (1 Co 6:19-20, Rm 14:7-9). Quão próximo Deus Se mantinha do Seu povo e da Sua terra. E isto é exatamente a maneira como Ele quer fazer conosco agora. Pense no fato de que este livro foi escrito cerca de 1.300 anos antes de Cristo nascer, e todas estas histórias têm significados que se cumprem nEle – alguns ainda no futuro. Neste livro de Levítico, aprendemos sobre o sacerdote e sua função. Estamos agora chegando ao fim desse estudo – um estudo as vezes bastante árduo, mas que permitiu voltar a nossa atenção para o Senhor Jesus, nosso Sumo Sacerdote! Também pudemos reconhecer seu envolvimento em todos os aspectos da vida de Seu povo. Para a salvação, Ele entrou no lugar santo com seu próprio sangue conseguindo eterna redenção. Para a caminhada diária, Ele tem o cuidado de nos manter livre de toda impureza. Finalmente, para o serviço, Ele é, em nosso capítulo, Aquele que avalia tudo em seu verdadeiro valor! Porém, que situação triste, existem alguns cristãos que recebem a salvação, mas depois preferem que o Senhor não se envolva em seus assuntos. Talvez seja necessário que estes passem por experiências tristes, como lemos no capítulo 26, até que seus afetos sejam despertados. Que o Senhor nos dê total confiança em Sua pessoa e em Seu trabalho! Jean Koechlin/Norman Berry http://stempublishing.com/authors/koechlin/dbd/  

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