Conforto das Escrituras para a Segunda-Feira

“Aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória” [1]

“Cristo em vós”! Quem entre os filhos redimidos de Deus pode compreender isso? “Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir” [2]. Mesmo assim, a Palavra de Deus me assegura que “já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” [3]. Nosso Senhor prometeu: “eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; o Espírito de verdade… Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada” [4, 5]. A oração de Paulo para os santos é “que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo seu Espírito no homem interior; para que Cristo habite pela fé nos vossos corações… e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus” [6]. “Cristo em vós” [1]. “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!” [7]

Cristo vive em mim:
Ó, que graça! Mais do que meu coração pode compreender;
Tal conhecimento me enche com Seu amor;
Eu anseio por servi-Lo até o fim.

[1] Colossenses 1:27; [2] Salmo 139:6; [3] Gálatas 2:20; [4] João 14:16-17; [5] João 14:23; [6] Efésios 3:16‑19; [7] Romanos 11:33

Conforto das Escrituras para a Terça-Feira

“Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia” [1]

Imperfeitos como somos, precisamos muito da exortação e encorajamento de outros cristãos, pois “há muitos membros, mas um corpo. E o olho não pode dizer à mão: Não tenho necessidade de ti; nem ainda a cabeça aos pés: Não tenho necessidade de vós” [2]. Então “exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado” [3]. “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome”, disse o Senhor, “aí estou eu no meio deles” [4]. Pela graça de Deus, “companheiro sou de todos os que te temem e dos que guardam os teus preceitos” [5]. E precisamos da comunhão e do encorajamento uns dos outros ainda mais “quanto vemos que se vai aproximando aquele dia” [1]. Apesar de não estarmos esperando por sinais, e sim pelo alarido de união com nosso Senhor, não podemos deixar de ver as sombras das coisas que estão por vir, lembrando que “a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas, e vistamo-nos das armas da luz” [6], assim “remindo o tempo; porquanto os dias são maus” [7]. “E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede sóbrios e vigiai em oração” [8].

As trevas estão quase acabando;
Logo a Estrela da Manhã surgirá;
Iremos para os reinos de luz,
Quando nos encontrarmos com Ele nos céus.

[1] Hebreus 10:25; [2] 1 Coríntios 12:20-21; [3] Hebreus 3:13; [4] Mateus 18:20; [5] Salmo 119:63; [6] Romanos 13:11‑12; [7] Efésios 5:16; [8] 1 Pedro 4:7

Conforto das Escrituras para a Segunda-Feira

“Bendito seja o Senhor, que de dia em dia nos carrega de benefícios; o Deus que é a nossa salvação” [1]

O Senhor não abençoa Seu povo com pouca fidelidade; Ele “de dia em dia nos carrega de benefícios” [1]. Às vezes, Ele “nos carrega”  com coisas que não nos parecem benéficas, mas nunca esqueçamos que “aquele que examina os corações” [2] e “pesa o espírito” [3] “sabe o que vos é necessário” [4], e “fiel é o que vos chama, o qual também o fará” [5]. Assim como o rei da Babilônia tratou Joaquim, assim nosso Senhor Jesus Cristo, o “Rei dos reis” [6], trata conosco, com uma “subsistência contínua [que] pelo rei lhe foi dada , a porção de cada dia no seu dia, todos os dias da sua vida” [7]. Ele prometeu: “Não retirarei totalmente dele a minha benignidade, nem faltarei à minha fidelidade” [8]. “O Senhor te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; e serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca faltam” [9]. Além disso, “a tua força seja como os teus dias” [10], e “certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor por longos dias” [11]. “Todos os dias o bendirão” [12], “porque as suas misericórdias não têm fim; novas são cada manhã” [13].

Dia a dia vêm suas misericórdias;
Ele dá força para o caminho;
Hora a hora Ele nos abençoa,
Dando-nos Sua graça a cada dia.

[1] Salmos 68:19; [2] Romanos 8:27; [3] Provérbios 16:2; [4] Mateus 6:8; [5] 1 Tessalonicenses 5:24; [6] 1 Timóteo 6:15; [7] 2 Reis 25:30; [8] Salmo 89:33; [9] Isaías 58:11; [10] Deuteronômio 33:25; [11] Salmo 23:6; [12] Salmo 72:15; [13] Lamentações 3:22‑23

Diário do Jovem Cristão para o Domingo

A Maldição

“E a Adão disse:… maldita é a terra por causa de ti” (Gênesis 3:17).
“Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição” (Gálatas 3:10).
“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro” (Gálatas 3:13).

A lei do Antigo Testamento só podia condenar e mostrar quão longe a raça humana chegou do padrão de santidade de Deus. A última palavra do Antigo Testamento é “maldição” (Malaquias 4:6).

Contudo, Cristo, na cruz, carregou a maldição do pecado para que nunca tivéssemos que suportá-la. “Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados” (1 Pedro 2:24). Agora, em vez de uma maldição, temos as bênçãos. “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo” (Efésios 1:3). Assim, o Novo Testamento termina com “a graça de nosso Senhor Jesus Cristo” (Apocalipse 22:21).

Conforto das Escrituras para o Sábado

“Porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro, e esperar dos céus o seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura.” [1]

Após termos nos “nos convertido a Deus” de nossos pecados, através de Seu Filho, que disse que “ninguém vem ao Pai, senão por mim” [2], então temos o privilégio de “servir… e esperar” [1] com “trabalho do amor, e da paciência da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, diante de nosso Deus e Pai” [3]. É de se duvidar que algum cristão seja capaz de “servir o Deus vivo e verdadeiro” [1] corretamente, a menos que, enquanto o faz, esteja “esperando a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo” [4]. E é também de se duvidar que qualquer cristão possa “esperar dos céus o seu Filho” [1] corretamente, a menos que, enquanto espera, esteja exercitando “a fé que opera pelo amor” [5], pois nosso Senhor disse: “Negociai (ocupai-vos) até que eu venha” [6]. Portanto, vamos “servir” na consciência de estarmos esperando, e vamos “esperar” na expectativa de Sua promessa: “Eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra” [7], e percebendo que “a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido” [8]. “E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis” [9].

Servindo e esperando por Ele,
O Senhor da vida e glória,
Buscando mostrar Sua graça,
Para contar a história do evangelho.

[1] 1 Tessalonicenses 1:9-10; [2] João 14:6; [3] 1 Tessalonicenses 1:3; [4] 1 Coríntios 1:7; [5] Gálatas 5:6; [6] Lucas 19:13; [7] Apocalipse 22:12; [8] Gálatas 6:9; [9] Colossenses 3:23‑24

Conforto das Escrituras para a Sexta-Feira

“Se procedeste loucamente em te elevares, ou se maquinaste (pensaste) o mal, põe a mão sobre a boca” [1]

Só o Senhor sabe quantos corações feridos, mágoas e reputações ofendidas existem no mundo hoje por causa de palavras ditas apressada ou impensadamente, pois palavras, uma vez pronunciadas, não podem ser anuladas, por mais que haja arrependimento. “Se procedeste loucamente em te elevares”, e assim te inclinas a dizer palavras arrogantes, “põe a mão sobre a boca” [1]. É melhor que “seja outro o que te louve, e não a tua boca; o estranho, e não os teus lábios” [2]. “Ou se maquinaste o mal” e te inclinas a “falar mal uns dos outros” [3], então também “põe a mão sobre a boca”. “Todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar” [4], pois “a morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto” [5]. “O que guarda a sua boca preserva a sua vida; mas o que muito abre os seus lábios traz sobre si a ruína” [6]. “Toda a amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmia sejam tiradas dentre vós, bem como toda a malícia” [7], e digamos com Davi: “Guardarei os meus caminhos para não pecar com a minha língua” [8]. Não permita que Satanás te iluda a acreditar que se você pensar em algo, pode dizê-lo sem problema algum (ou, como dizem, ‘sem papas na língua’). Algumas pessoas se orgulham por dizerem o que lhes vêm a cabeça. Não faça o mesmo, querido cristão! “Se maquinaste (pensaste) o mal, põe a mão sobre a boca” [1].

“Põe a mão sobre a boca”,
Se o mal pensaste e maquinaste,
Pois palavras ditas apressadamente
Possuem forjadas um mal incalculável.

[1] Provérbios 30:32; [2] Provérbios 27:2; [3] Tiago 4:11; [4] Tiago 1:19; [5] Provérbios 18:21; [6] Provérbios 13:3; [7] Efésios 4:31; [8] Salmo 39:1

 

Conforto das Escrituras para a Quarta-Feira

“Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” [1]

Quão sérios somos em nossa leitura e estudo da Palavra de Deus? Será que “examinamos as Escrituras” [2] diligentemente? Será que “buscamos no livro do Senhor, e lemos” [3]? Será que “procuramos apresentar-nos diante de Deus aprovado… manejando bem a palavra da verdade” [1]? Deus diz que “se aceitares as minhas palavras, e entesourares contigo os meus mandamentos, para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido, e para inclinares o teu coração ao entendimento… se o buscares como a prata e o procurares como a tesouros escondidos; então entenderás o temor do Senhor, e acharás o conhecimento de Deus. Porque o Senhor dá a sabedoria; da sua boca procedem o conhecimento e o entendimento” [4]. Deus nos diz: “aceites as minhas palavras… entesoures os meus mandamentos… inclines o teu coração”. Para aqueles que o fazem há a promessa de que “então entenderás”. Será que podemos dizer com o salmista: “Oh! quanto amo a tua lei! ela é a minha meditação o dia todo… Abro a minha boca e arquejo, pois estou anelante pelos teus mandamentos” [5, 6]? E assim testificaremos dos estatutos de Deus, de que “mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e mais doces do que o mel e o que goteja dos favos” [7].

É a Palavra de Deus preciosa ao seu coração?
Você a ama acima do ouro fino?
Ela enche seu coração de alegria?
Com indizível esperança e paz?

[1] 2 Timóteo 2:15; [2] João 5:39; [3] Isaías 34:16; [4] Provérbios 2:1‑6; [5] Salmo 119:97; [6] Salmo 119:131; [7] Salmo 19:10