CONSIDERANDO MEU IRMÃO

Autor - DESCONHECIDO
Título - CONSIDERANDO MEU IRMÃO
Formato - PDF / EPUB / MOBI
Idioma - Português Brasil

“O amor cobre todas as transgressões” (Pv. 10:12). Que maravilhosa declaração é esta! Implica em algo muito prático e ativo, nada teórico, pois é a marca característica pela qual os cristãos são conhecidos (Jo. 13:35). Amor é a diferença entre religião e Cristianismo, entre sinceridade e o que é abstrato e superficial. É o único motivo para um serviço aceitável ao Senhor.

 

Este amor, posto por Deus nos corações dos crentes (Rm. 5:5), é o poder que nos capacita a agirmos como devemos. É amor que se regozija quando outros, e não nós, estão sendo louvados e honrados; amor que é grato quando o Senhor usa outros para promoção de Sua Glória, sem inveja, ciúmes ou qualquer sentimento indigno que possamos imaginar.

 

O verdadeiro amor para com o povo do Senhor sempre nos levará a nos esforçarmos, tendo maior consideração com os outros do que com nós mesmos. O que mais poderia significar a expressão “o amor cobre”? Talvez a mais prática demonstração disso é a ausência de fofocas e mexericos, nunca falando de nossos irmãos ou irmãs de uma maneira negativa. Deveríamos nos esquivar de expô-los a boatos. Quando soubermos de algo errado, é melhor que falemos com o Senhor sobre o assunto. Isso revela nossos sentimentos verdadeiros e nosso próprio estado espiritual.

 

Quando espalhamos algo, toda a assembléia é afetada. Mas quando nos dirigimos ao Senhor, o Espírito Santo pode, em resposta às nossas orações, iniciar uma obra sobre o coração e consciência do infrator, para trazê-lo ao arrependimento ou abatê-lo sob a disciplina do Senhor. Mas o amor para com nosso irmão vai mais além, induzindo-nos a tratar com ele de uma maneira terna e graciosa, com benignidade e mansidão, procurando ajudá-lo em sua dificuldade (leia Gl. 6:1,2).

 

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Há uma bela figura no Antigo Testamento (Ex. 25:31-40), em conexão com o castiçal, que é muito instrutiva para nosso relacionamento entre irmãos. Um castiçal era, na verdade, uma pequena lâmpada ou lamparina contendo azeite de oliva e um pavio. O pavio iluminava somente algum tempo e logo se queimava formando uma crosta de carvão que necessitava ser retirada com os espevitadores. O Senhor havia dito a Moisés que fizesse um castiçal de ouro com sete lâmpadas, além de seus acendedores e apagadores de ouro puro.

 

Quanto mais leio a Bíblia, mais fico impressionado com a importância de cada palavra. O que podemos aprender de espevitadores e apagadores? Bem, se a lâmpada devia se manter acesa, era necessário espevitá-la, ou seja, aparar o seu pavio algumas vezes. E se queremos brilhar constantemente por Cristo, haverá ocasiões quando teremos que julgar a nós mesmos na presença do Senhor, ou ficaremos exatamente como um pavio queimado que obscurece a luz. O sacerdote no Antigo Testamento entrava no Tabernáculo e espevitava a lâmpada, usando um espevitador de ouro. Ouro, nas Escrituras, nos fala daquilo que é divino, e assim o crente que precisa repreender a seu irmão deve aproximar-se dele em comunhão com o Senhor. Se for neste espírito será capaz de ajudá-lo.

 

O que o sacerdote fazia com o pavio queimado, quando o levava embora? Será que espalhava suas cinzas ao redor, para que caísse em sua túnica branca e em suas mãos, sujando a si mesmo e às vestes dos demais sacerdotes? Oh, não! Ele tomava aquele pavio negro e sujo e o colocava em um apagador de ouro, e o cobria sem sujar ninguém. É isto o que o amor faz! Não divulga as falhas dos irmãos, mas as cobre na presença de Deus.

 

Quando Satanás não consegue fazer-nos indiferentes para com o pecado, ele tenta levar-nos ao outro extremo, fazendo com que julguemos sem nenhuma misericórdia. Davi parecia saber disso quando falou: “…caiamos nas mãos do Senhor, porque muitas são suas misericórdias; mas nas mãos dos homens não caia eu” (II Sm. 24:14). Há uma tendência em nós próprios de sermos duros e impiedosos uns para com os outros, esquecendo-nos da graça e misericórdia com que Deus nos trata. Temos a recomendação do Espírito, “Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (Ef. 4:32). Este é o perdão que inclui graça para perdoar.

 

Bom é para nós lembrarmos que a igreja ou assembléia é uma congregação de pecadores arrependidos, e o Céu é um lar para pecadores arrependidos. Assim como buscamos, por Sua graça, manter a verdade de Deus, possamos buscar também trazer diante de nós um sentimento de graça, misericórdia e paciência, pois tudo isso Ele nos tem demonstrado.

 

Autor desconhecido. Traduzido de “Christian Truth – nov.80

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